Paraná

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Pontos Turísticos – Curitiba

Quem me conhece sabe que sou adepta ao turismo independente, sem essa de ver a cidade por dentro de um ônibus de excursão. Porém, em Curitiba, pegamos aqueles Ônibus de Turismo, de dois andares, e foi a escolha mais acertada da vida! A cidade é bem grande e os pontos turísticos não estão todos juntinhos. Além disso, você recebe informações sobre os lugares pelos quais ele passa (português, inglês e espanhol).

O ônibus percorre 46 Km e a cartela com cinco passes (direito a um embarque e quatro reembarques no mesmo dia) custa R$ 35 – você desce nos pontos que mais te interessa, visita tudo à pé e depois reembarca, gastando um passe. O serviço funciona de terça-feira a domingo, das 9h até 17h30 (veja os horários e pontos de embarque).

Nosso ponto de partida e chegada foi a Praça Tiradentes, onde é possível comprar os tickets (Primeiro horário às 9h e último às 17h30).

Com o ônibus, visitamos os seguintes lugares:

:: JARDIM BOTÂNICO (Rua Ostoja Roguski – Jardim Botânico)

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Esse talvez seja o ponto turístico mais famoso de Curitiba. A linda estrutura metálica abriga diversas espécies botânicas, além de um jardim francês e uma estufa com exemplares da Mata Atlântica. No Jardim das Sensações (aberto de terça a domingo, das 9h às 17h), você pode se jogar no mundo das plantas de olhos vendados, estimulando o olfato e sentindo texturas bem diferentes.

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Além da construção em si, o Jardim Botânico de Curitiba possui um jardim externo lindo, muitos bancos e cantinhos deliciosos para aproveitar a vista e o fresquinho das árvores. Tudo lindo e delicioso, sério!

Funcionamento:
Segunda a domingo.
Verão: das 6h às 20h.
Inverno: 6h às 19h30

:: ÓPERA DE ARAME / PEDREIRA PAULO LEMINSKI (Rua João Gava, s/n°. – Abranches)

O que antes era uma pedreira se transformou em um lindo e inusitado teatro, localizado no meio de lagos e cascatas, totalmente na natureza.

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Com uma estrutura tubular de aço e teto transparente, a Ópera de Arame é conhecida por possuir uma das arquiteturas mais inovadoras do mundo. Pena que só dá para visitar tudo, tudinho, em dias de espetáculos – o espaço recebe apresentações para mais de 1.500 espectadores.

Funcionamento:
Segunda a domingo, das 8h às 19h.

:: TEATRO DO PAIOL (Praca Guido Viaro, s/nº – Prado Velho)

Marco da transformação cultural de Curitiba, o Teatro surgiu a partir da reforma de um antigo paiol de pólvora construído em 1906.

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O local foi batizado por ninguém mais ninguém menos que Vinícius de Morais. Tá bom ou quer mais?

Funcionamento:
Terça a sexta, das 14h às 18h30
Sábado e domingo, das 15h às 18h30

:: BOSQUE DO ALEMÃO 

Construído em homenagem aos imigrantes alemães que chegaram a Curitiba, o Bosque é a coisa mais linda! Bem no alto (desça do ônibus nesse ponto!) está o Oratório de Bach, uma réplica de uma igreja presbiteriana, onde há uma sala de concertos e uma lanchonete com produtos típicos – o café com strudel é beeeem gostoso!

Vista da Torre dos Filósofos
Vista da Torre dos Filósofos

Dali, atravessamos a passarela até o mirante na Torre dos Filósofos (que vista!), descemos por uma trilha que conta a história de João e Maria e chegamos até a parede de uma antiga casa (me lembro que tem uma história mais completa, mas esqueci…). Lá, você pega o ônibus de novo para seguir viagem.

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:: MONUMENTO UCRANIANO (Rua Dr. Mba de Ferrante, s/nº, Parque Tingui – São João)

O Monumento Ucraniano é uma das principais atrações turísticas do Parque Tingui. É um dos lugares mais fotogênicos da cidade – tudo é feito de madeira encaixada, bem no estilo ucraniano (assim li, assim vi e assim acreditei).

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Por lá foi construída uma réplica da Igreja São Miguel Arcanjo, onde tem um museu com objetos da igreja ortodoxa, coleção de pêssankas e artesanato típico. Vale as comprinhas!

Funcionamento:
Todos os dias, das 8h às 18h.

Como nos hospedamos no centro, conseguimos fazer vários passeios à pé.

:: RUA DAS FLORES (Rua XV de Novembro – Centro)

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A Rua XV de Novembro é conhecida como Rua das Flores porque possui canteiros sempre floridos. Fechada para carros – foi o primeiro calçadão do Brasil – a rua é uma das principais da cidade. Nela você vai ver muitos prédios históricos, lojas populares, bancos, cerejeiras, postes de época, o Bonde da XV e o Palácio Avenida, famoso pelas apresentações de Natal. Muitos artistas de rua transformaram o calçadão e palco e ganham o pão de cada dia por ali.

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:: RUA DAS 24 HORAS (Rua Visconde de Nácar, S/N – Centro)

A rua, totalmente reformada em 2011, é um dos pontos de interesse em Curitiba. Apesar do nome, as lojas, bares e restaurantes que abrigam a estrutura com teto de vidro não ficam abertos 24 horas por dia, mas o horário de funcionamento é bem estendido – alguns só fecham à meia-noite. São apenas 17 pontos comerciais, mas o passeio vale a pena para ver os arcos metálicos e os relógios com 24 intervalos pendurados em todas as entradas.

:: Praça Tiradentes

Essa praça, bem no centro da cidade, é sede da Catedral de Curitiba (não cheguei a entrar) e é o Marco Zero da cidade – todas as distâncias são medidas a partir daqui. É na praça o primeiro ponto de embarque do ônibus de turismo.

:: LARGO DA ORDEM

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Esse largo é uma graça. Fui em um domingo, onde é realizada uma feira de artesanato que vende de tudo. Adoooro! As casas ao redor são todas coloridas, muitos bares colocam mesinhas na rua e a “praça” tem ainda um restaurante Madero – hamburgueria curitibana maravilhosa. Por isso, anote: domingo em Curitiba é sinônimo de compras na feira, chopp nos bares, almoço no Madero (review aqui) e sobremesa das banquinhas.

:: PAÇO DA LIBERDADE (Praça Generoso Marques)

O prédio – muuuito bonito – é tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Pena que só vi por fora, pois estávamos com pressa de pegar o ônibus, mas juro que da próxima vez eu entro! Rs…

Funcionamento:
Terça a domingo, das 9h às 22h.
Entrada gratuita

:: MUSEU OSCAR NIEMEYER (Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico)

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Sensacional. Apenas isso o que tenho para dizer sobre esse museu. O formato de olho impressiona por fora, a decoração interna desperta curiosidade, o café com mesas espelhadas é um respiro e as exposições são sensacionais.

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Não há muito o que falar, mas há coisa demais para se ver. Apenas não deixe de entrar e apreciar as exposições!

Funcionamento:
Terça a domingo, das 10h às 18h

Ingresso:
R$ 12,00
R$ 6,00 (meia-entrada)
Venda de ingressos até 17h30

Onde Ficar – Curitiba

A escolha mais comum de hospedagem para quem quer conhecer Curitiba é a região que fica entre o Centro e o Batel, bairro chique da cidade. Veja as diferenças entre eles e escolha a hospedagem ideal para você.

:: CENTRO
Como toda região central, o Centro de Curitiba é mais “popular”, com mais pedestres e aquele aspecto que, às vezes, pode assustar um pouco. Porém, assim como todos os bairros de Curitiba, o centro é bem limpo, possui ruas mais largas que o normal e com calçadas em bom estado. Ou seja, é um centro sem ser centrão.

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Poder caminhar até grande parte das atrações da cidade e ter ônibus e táxis sempre por perto são algumas das vantagens de se hospedar no Centro de Curitiba. Dá para ir à pé até o Largo da Ordem e a Praça Tiradentes, onde ficam a Catedral Metropolitana e o Paço da Liberdade (veja Pontos Turísticos de Curitiba). Quem fica no centro consegue caminhar pela Rua das Flores e tomar um mingau de milho verde na Rua 24 horas. Porém, admito que à noite o centro não é o melhor local para um passeio à pé. Mas como as diárias são mais baratas por ali e o preço do táxi não fica muito caro, no passar da régua, pode valer bem a pena se hospedar no Centro de Curitiba.

Dá última vez que fui à cidade, me hospedei no Hotel Lancaster (Rua Voluntários da Pátria, 91), bem perto da Praça Rui Barbosa – centro, centro mesmo. A localização foi prática para os passeios de dia e, à noite, sempre pegávamos táxi para ir aos restaurantes. O hotel é mais antigo, mas ok. Nada de mais nem muito de menos. Como estávamos na cidade no dia do último episódio da novela das 20h, acabamos jantando no restaurante do hotel e fomos positivamente surpreendidas.

:: BATEL
Bairro de divisa com o centro, o Batel é uma excelente escolha de hospedagem em Curitiba. A região possui muitos bares, lojas, restaurantes e baladas (a Praça da Espanha é o centrinho da ferveção), além de hotéis luxuosos. As melhores opções de hospedagem e restaurante estão aqui. Por isso, mesmo que seu hotel não fique no Batel, provavelmente, você dará as caras por aqui.

As ruas são mais largas que no Centro e as casas mais bonitas e chiques. Por ser central, é possível sair do Batel à pé e chegar a vários pontos turísticos sem problema. Além disso, nada de ficar com medinho durante à noite. O bairro é chiquezinho mesmo.

Porém, tanta riqueza tem um custo: o valor das diárias no Batel são bem mais altas que no Centro. Não dá para ter tudo na vida.

Melhores carnavais do Brasil

Carnaval, nascer do sol e o poder do tempo são certezas que tornam nossa vida melhor e nos dão motivação para levantar da cama e enfrentar esse mundão de Deus. Por isso, é fundamental que você faça de tudo para garantir boas lembranças desses momentos. Sobre o sol e o tempo não temos muito controle, mas sobre o carnaval… ah, esse sim é todo nosso. Todinho!

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Como uma boa foliã que sou, compartilho minhas experiências de carnaval (e olha que são muitas) e dou dicas para que você aproveite bem – e dentro das suas possibilidades – o melhor feriado brasileiro. Êta vidinha boa essa nossa!

RIO DE JANEIRO
Se o Rio é o berço do samba, a cidade é também sede do carnaval mais famoso do mundo. Seja para sair na Sapucaí – nunca o fiz, mas minha mãe já foi mil vezes e diz que é uma emoção indescritível -, assistir aos desfiles das escolas de samba ou enfrentar o calor em um dos mil bloquinhos de rua, o Rio de Janeiro é imbatível quando o assunto é carnaval.

Para quem quer sair na Sapucaí, prepare as pernas, os pés e o bolso. As fantasias custam de R$ 800 a R$ 2.500 e podem ser compradas direto no site das escolas de samba – saiba tudo o que você precisa nessa matéria aqui.

Mas se o pé não é de samba, o coração pode (e deve) ser. Quem quiser assistir aos desfiles, os ingressos custam de R$ 110 a R$ 320 e podem ser comprados por telefone. Muitas agências repassam os tickets por valores mais altos. Fique de olho! Veja aqui como comprar os ingressos para assistir aos desfiles na Sapucaí.

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Os bloquinhos de rua, já tradicionais na cidade, caíram no gosto dos jovens e inspiraram outras capitais brasileiras que aderiram ao costume. Quem quer curtir o carnaval de rua deve acordar cedo, pois, nesse caso, o bom do carnaval mesmo é com o sol a pino. Calor, água, boa música, gente bonita e alegre são as marcas dos bloquinhos, que tocam de Beatles a axé das antigas. Para não perder o bonde, fique de olho no horário e local da concentração dos blocos e divirta-se.

Em dúvida onde se hospedar, onde comer e em qual praia ir curar a ressaca? Não deixe de ler nosso guia completo do Rio de Janeiro.

PS: só passei o carnaval no Rio em papel – estava de intercâmbio e minhas amigas me “levaram” em um palito de churrasco -, mas posso dizer com conhecimento de causa que o pré-carnaval é maravilhoso também!

SALVADOR
O Rio pode até ser o berço do samba, mas a Bahia é a terra do carnaval da alegria. Passar o carnaval em Salvador é o sonho de muita gente – eu consegui realizá-lo em 2012, graças a Deus! Diferentemente do Rio, o esquema aqui é outro: circuitos fechados, trios elétricos e camarotes – há a possibilidade de ir de pipoca, mas não me arrisquei apesar de muitos amigos soteropolitanos falarem que é super de boa.

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O circuito mais famoso e fresquinho é o Barra-Ondina, que vai acompanhando a praia e é onde estão os camarotes mais famosos como o Harém (fui no primeiro dia), Camarote do Nana (o Camaleão faz uma pausa demorada e estratégica em frente) e o Camarote Salvador (lindo, maravilhoso e impressionante. Tem milhões de comida – inclusive risoto de lagosta – todo tipo de bebida, boate, massagem, stand de maquiagem e show particular na praia).

Camarote Salvador
Camarote Salvador

No chão, milhares de foliões de abadá e colares de filhos de Gandhi se jogam atrás do trio elétrico. Para se manter hidratado (ou bêbado) na pista, ambulantes e garçons garantem a bebidinha nossa de cada dia. De bloco fui no do Tuca Fernandes (meio desanimado), Me Abraça, do Asa de Águia (sensacional) e no Voa-voa, último do Chiclete com Banana.

Bloco ou Camarote? Como diria minha amiga Lívia, eu sou do povo e carnaval de verdade é no chão!

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Para garantir uma graninha para gastar durante o carnaval, compre os ingressos com muita antecedência – eles começam a ser vendidos no dia seguinte do carnaval – e divida de mil vezes. Dá para ser feliz mesmo sem ser rico!

PS: cuidado quando for pegar seu abadá. Fui muito avisada sobre a possibilidade de ser roubada logo na saída dos locais de retirada.

RECIFE E OLINDA
Ir para o carnaval de Pernambuco é uma experiência totalmente diferente do que você está acostumado. Muitos blocos fantasiados, vários boneco gigantes, muita caipi-siriguela e morros.

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Olinda lembra um pouco o carnaval nas cidades históricas de Minas Gerais, onde os jovens alugam casas ou ficam e repúblicas, sem contar os muitos morros de paralelepípedo que você tem que subir.

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Já em Recife, o carnaval mesmo acontece no Marco Zero, à noite, onde vários artistas respeitados se apresentam – no ano que fui (2015), teve show da Elba Ramalho e do Alceu Valença.

Em Recife também acontece o maior bloco de Carnaval do mundo, o Galo da Madrugada. É muito cheio meeeeesmo e tem de tudo, gente rica, pobre, feia, bonita, criança, idoso e um galo gigante! Hahaha… vale muito a experiência!

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Uma dica importante para aproveitar bem o carnaval é: acorde bem cedo e vá para Olinda! Bom mesmo é pegar um bloquinho desde o início e acompanhá-lo por toda a cidade. Veja aqui a programação dos blocos de Olinda.

PS: beba muita água e arrume um conhecido com uma casa com piscina. Juro que faz toda a diferença.

BELO HORIZONTE
Uma explosão de blocos de rua e de amor. É isso que aconteceu em BH, uma cidade que costumava ficar deserta durante o feriado e que hoje recebe gente do Brasil inteiro em busca do melhor pão de queijo e carnaval.

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Assim como no Rio, o carnaval em Belo Horizonte gira em torno de bloquinhos de rua durante o dia (veja a programação para não perder o bonde) e festas fechadas à noite. Já fiquei na cidade durante três carnavais e não me arrependi (jamais!).

Os blocos mais famosos são: Então, Brilha!, que sai da Rua Guaicurus (famosa pelos prostíbulos) no sábado de manhã bem cedo e é imperdível – é uma espécie de abertura “oficial” do carnaval de BH -; PPK ou Pena de Pavão e Krishna, que só divulga a hora e o local na noite anterior; Alcova Libertina, que toca rock e leva muita gente para a Av. dos Andradas; Baianas Ozadas, bloco de axé mais antigo (e mais cheio) que sai da Praça da Liberdade; Corte Devassa, da galera do teatro; Manjericão, o último, na quarta-feira; Juventude Bronzeada; Me Beija que Sou Pagodeiro; e Garotas Solteiras.

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Além dos bloquinhos famosos, muitos outros, menores e normalmente de algum conhecido, surgem todos os anos. Um que sempre vou é o Do Seu Bento a Dona Lúcia, que toca marchinhas e músicas mais tradicionais. Muito bom, amigável e familiar. Rs…

Um outro movimento que tem seu ápice durante o carnaval é a Praia da Estação, que é ponto de chegada de muitos blocos no sábado de manhã. A Praia surgiu há sete anos como uma resposta à proibição do prefeito Márcio Lacerda que proibiu eventos em praças da cidade. Eis então que a Praça da Estação, no centro de BH, virou praia e o sertão virou mar.

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À noite, não adianta muito ficar na rua, pois o que bomba mesmo são as festas fechadas. Para quem é folião de rua, sugiro ir para casa dormir, pois a programação no dia seguinte começa cedo e sol (e cerveja) cansa.

Leia nosso Guia completo de Belo Horizonte e não perca nenhum cantinho maravilhoso dessa cidade.

PS: não deixe de aproveitar os bloquinhos pré-carnaval, como Chama o Síndico, na quinta-feira, e os muitos ensaios que rolam em janeiro e fevereiro. Ah! E dá para tocar em algum bloco também. Em alguns é feito uma seleção prévia, em outros, basta participar dos ensaios.

DIAMANTINA
Ser um jovem mineiro significa ir ou já ter passado um carnaval em Diamantina – eu mesma fui quatro vezes. A cidade recebe uma das festas mais famosas do estado e foi onde surgiram bandas carnavalescas famosas como a Bartucada e a Bat Caverna.

O palco principal é montado na Praça do Mercado da cidade e é onde essas bandas tocam todo tipo de música no tambor. É muito legal! Tente ficar um pouco mais em cima para ver tudo direitinho e ter um pequeno espaço para viver.

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A grande dica para quem vai aproveitar o carnaval na praça é ir de madrugada, às 4 da manhã, assistir à metade do show da Bartucada, descer para o Bar do Telo (um boteco abaixo da praça que toca música e enche a rua de gente), subir novamente para a praça às 17h para ver a Bat Caverna (não perca a descida do Batman no primeiro e último dia de carnaval) e voltar para a casa após o show – dormir para quê? Tá achando que é fácil ser jovem? Além da Praça do Mercado, muitos outros locais da cidade formam aglomeração de pessoas. O Bar do Telo, como já disse, e o Baiúca, uma espécie de beco acima da praça, ficam lotados!

Comer não é uma atividade muito comum durante o carnaval, mas se estiver faminto, coma um pão de queijo gigante na padaria da praça ou enfrente um miojo em casa mesmo. Para beber? Além do tradicional: cerveja, ice, catuaba, etc. – não deixe de provar a Berola do Gilmar. Um iogurte aditivado com muito álcool e ingredientes secretos.

PS: para não correr o risco de ficar sem água em casa, tente alugar um imóvel próximo aos hospitais da cidade – área hospitalar nunca sofre com a falta d’água. Dica de ouro essa, hein?!

OURO PRETO
Esse talvez seja o carnaval de rua mais antigo de Minas Gerais. Desde sempre, as repúblicas de estudantes da UFOP recebem turistas e promovem blocos e festas pelas ruas (leia-se ladeiras) de Ouro Preto. Além disso, a prefeitura também organiza shows na Praça, mas, para mim, o bom mesmo é acompanhar os blocos e beber cerveja nas festas das repúblicas.

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Veja no nosso Guia de Ouro Preto todos os detalhes sobre onde ficar, onde comer e o que ver na cidade.

PS: nunca fui em um carnaval de Ouro Preto, mas amo a cidade e a República Passargada como se fossem minha casa!

Precisando de ajuda para planejar seu carnaval, festas ou lua de mel? Chega aqui e veja como o Por Ceca e Meca pode te ajudar a transformar suas viagens em experiências reais e inesquecíveis.

Almoço na Mercearia 130

O bar e restaurante Mercearia 130 sempre foi um queridinho para noites “de leve”. Porém, desde que abriram a nova unidade no bairro de Lourdes, o local ganhou meu coração vespertino também.

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Truta com risoto de tomate cereja

A casa é linda e bem grande – diferentemente do bar original, que é pequetito. Você pode ficar na varanda, que é iluminada com luzinhas (adooooro), no salão, que tem ar condicionado, ou nos fundos, juntos às árvores. Não importa onde vai se sentar, o importante é que te garanto que vai ser bom.

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O cardápio de petiscos é muito bom também, mas o grande lance para mim são as opções de prato, que são servidos até mesmo à noite. Funciona assim: você escolhe a carne/peixe/frango e um acompanhamento, que pode ser salada, legumes, batatas ao murro, farofa ou mandioca – não se esqueça de perguntar pelo acompanhamento do dia, que costuma ser um risoto delícia!

O preço? Varia de R$25 a R$45 (cordeiro). Tá bom demais, né?

Veja outras opções de almoço com excelente custo x benefício em Belo Horizonte.

Onde Comprar – Buenos Aires

Galerias Pacífico (Calle Florida/Av. Córdoba, Centro)
Esse local é um clássico. Talvez não seja o melhoor lugar para fazer compras (a maioria das lojas são chiques e as mesmas que temos por aqui), mas, com certeza, tem que entrar no seu roteiro turístico.

Mamãe provando que é possível comprar nas Galerías Pacífico
Mamãe provando que é possível comprar nas Galerías Pacífico

Inspirada na Galeries Lafayette de Paris e considerada Monumento Histórico Nacional, o “shopping” é cheio de obras de arte, pintadas nas paredes e no teto. O prédio, criado para abrigar escritórios, virou shopping em 1945 e ocupa um quarteirão inteiro da Calle Florida, com 150 lojas. As principais marcas argentinas estão aqui, além da M.A.C. e da Hugo Boss.

Teto da Galerías Pacifico
Teto da Galerías Pacifico

Papelaria Palermo (Cabrera, 5227 – Palermo)
Adoooro papelarias e essa não me decepcionou. No bairro descolado do Palermo, ela vende tudo o que se pode imaginar ser feito de papel – caderninhos, bibelôs, cartões e papéis. Além de linda ainda oferece cursos de encadernação e tal. O preço é alto, mas mesmo para quem não está podendo, vale a visita pára sentir o cheirinho de papel. Delicioso!

Fecha aos domingos.

Buenos Aires Design (Av. Pueyrredón y Libertador – Recoleta)
Galeria com lojas de decoração, localizada ao lado do Hard Rock Cafe, na Recoleta.

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Tem uma loja, logo que você entra, que é cheia de coisinhas bonitinhas para a casa. Dá vontade de comprar tudo!!! Bem pertinho está o Museu de Belas Artes (é MUITO bonito e muito grande! Vale a pena conhecer… E ainda é de graça).

Farmacity (entre Corrientes e Lavalle, 474 – Centro)
Sempre que viajo, adoro entrar em drogarias e supermercados para ver o preço dos cremes e maquiagem que, aqui no Brasil, são vendidos apenas em lojas !mais especializadas”. Em Buenos Aires, a Farmacity me ganhou. Muita variedade e preços, muitas vezes, mais em conta que por aqui. Vale entrar para xeretar!

Feira e Mercado de San Telmo
A Feira em si não tinha nada que me fez brilhar os olhos não. Como é especializada em antiguidade, achei tudo meio caro. Porém, nas ruas que cortam o bairro, muitos ambulantes aproveitam para expôr seus produtos – comprei uma alpargata linda, jeans, por R$ 20. Existem ainda algumas galerias, tipo vilazinhas, lindas e com lojas alternativas. Encontrei uma perto da praça (não me lembro o nome) que tinha uma loja que vendia bijuterias incríveis de vidro.

Vilazinha linda em San Telmo - Buenos Aires
Vilazinha linda em San Telmo – Buenos Aires

Outra boa opção é angariar produtos nas barraquinhas de brechó, dentro do Mercado de San Telmo. Tem que ter paciência, mas juro que vale a pena! Comprei pashimias e óculos a preços módicos!

Onde Comer – Buenos Aires

Chila (Alicia Moreau de Justo 1160 – Puerto Madero)
Esse é o meu restaurante preferido do mundo. Eu disse do M-U-N-D-O! Se deseja jantar em Puerto Madero, esqueça as parrillas tradicionais e vá ao Chila!

Sim, antes de começar é bom deixar claro que jantar no Chila é caro (800 pesos o menu de três passos, sem bebida). Mas também vale ressaltar que cada centavo é devolvido em forma de sabores, cortesias e delicadezas. A comida é simplesmente divina! Tem aquelas frescurinhas (espuma de não sei o quê com redução daquilo outro) que, neste caso, são pura alquimia de sabor!

Em 2012 comi ali o melhor risoto negro de frutos do mar da vida. Após três anos voltei esperando a mesma experiência. Porém, o cardápio foi todo atualizado, o que aboliu o meu risoto. Frustração? Um pouco no início, mas totalmente superada ao longo do jantar.

Chegada: pão de vinho (você nao acredita na casca deste pão!!!!), manteiga com pimenta e flor de sal e pãozinho com molho bechamel sobre ovo de codorna e bacon. Entrada: camarões ao molho de tomate com ervas, espuma de limão e fatias finíssimas de melão.

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Entrada – Restaurante Chila

Principal: merluza negra com maçã verde (umas envoltas em açúcar e outras sobre molho de queijo) e um molho de uma coisa deliciosa que não me lembro. Sobremesa: souflé de doce de leite com sorvete de creme e um leite meio azedinho. Simplesmente a melhor sobremesa que já comi na vida!

Sobremesa - Restaurante Chila
Sobremesa – Restaurante Chila

Drink: daikiri diferente. Total: 2125 pesos argentinos (dois menus de três passos, dois drinks, três águas e um café).

Daikiri - Restaurante Chila
Daikiri – Restaurante Chila

Conclusão: se puder esbanjar, não deixe de ir! A comida é deliciosa, o ambiente é lindíssimo (varanda toda de vidro voltada para o rio) e os garçons são a educação e cortesia em pessoa!

3ª a Domingo: das 20h às 0h

Dada Bistro (San Martin 941 – Centro)
Pequeno (pequeno mesmo!!!), sempre cheio (inclusive às 22h de uma segunda-feira), acolhedor (tanto pelas paredes vermelhas quanto pelos/as garçons/garçonetes), bons drinks (o daikiri de frutas vermelhas é digno de um mergulho), comida muito boa (comi o risoto de camarão. Bom e bem servido), sobremesa gostosa e grande (volcón de doce de leite bom e dá para dividir – mas perde de muito para o do Chila), clientes animados e interessantes (tem-se a impressão de estar na sala de jantar de alguém, do tanto que as pessoas se soltam e se divertem. Frequentado por gatinhos descolados e tiozões interessantes) e preço justo (couvert, três drinks, duas águas, dois risotos e uma sobremesa = ARS 715).
Conclusão: não deixe de ir! Mas faça reserva!!!!!

Tel.: 4314-4787
dadabistro@hotmail.com

El Sanjuanino (Posadas, 1515 – Recoleta)
Onde há fumaça há fogo. Empanadas famosas por merecimento. São deliciosas (não deixe de provar a de carne suave). A parrilla também é muito boa. Na verdade, foi a melhor carne que provei em Buenos Aires: macia e surpreendentemente temperada (coisa rara na Argentina). Mas minha iguaria preferida servida no El Sanjuanino é, sem dúvida, o alfajor!!!

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Homemade, folhado, recheado com doce de leite doce na medida certa e coberto por uma fina camada de açúcar. Preço justo.
Conclusão: vá, prove a empanada e traga um alfajor para mim.

Oviedo (Beruti, 2602 – Recoleta)
Fizemos a reserva para a noite da nossa chegada e não nos arrependemos. Por ser próximo ao hotel, conseguimos chegar a tempo do horário marcado e voltar a pé mesmo, fazendo a digestão. Rs…

De cara você vê que é um restaurante fino, mas a comprovação vem mesmo com o serviço e os pratos. Garçons metidos e pouca comida (apesar de muito gostosa). Caro, mas nada estrondoso.
Conclusão: vá jantado.

Cafe del Mercado (Mercado de San Telmo)
Excelente para um cafezinho antes ou depois de passear pela feira de San Telmo. Há vários tipos de café e as medialunas são bem gostosas.

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O preço está mais para turístico, mas vale experimentar.
Conclusão: senta um tiquinho e toma um café!

Lo de Jesus (Gurruchaga, 1406 – Palermo Viejo)
A minha principal impressão desse restaurante com mesas na rua é a lerdeza do lugar. Simplesmente tudo demora: o primeiro contato do garçom, as bebidas (no caso, água e refrigerante), o couvert, a entrada (duas simples empanadas), o prato (apenas uma salada!!!), a sobremesa (30 minutos para uma panqueca de maçã com sorvete), o café e a conta.

O ambiente é gostoso e bem localizado (meio no finzinho do Palermo, quando vc já está exausta e faminta). A comida me pareceu gostosa (uma empanada e uma salada não me dão embasamentos para uma avaliação mais profunda), mas a demora foi, sem dúvida, a característica mais marcante deste estabelecimento. O que era para ser uma paradinha rápida levou quase 2 horas. E olha que o restaurante não estava cheio!
Conclusão: só pare se estiver com muuuuuito tempo.

Tomo I (Carlos Pellegrini, 521 – Centro)
Deixei por último porque, para mim, é muito difícil falar sobre esse restaurante. Mas minha primeira dica é: não vá ao Tomo I. Caro. Comida ruim e atendimento metido. Sei que a minha avaliação sobre o Tomo I destoa do restante, afinal, em muitas listas ele figura na primeira posição, mas esse restaurante foi responsável pela maior frustração da minha viagem!

Reserva feita desde o Brasil, roupa bonita para a grande noite e uma comida horrível acompanhada de vinhos tão ruins quanto! Pedimos o menu degustação e a cada prato fomos surpreendidas negativamente. A entrada parecia uma lavagem, o peixe estava insosso e a sobremesa voltou praticamente intacta de tão ruim. Saímos e comemos uma empanada em um kiosoko pelo caminho.
Conclusão: não vale gastar nenhuma noite da viagem lá. A não ser que sua intenção seja tirar onda na rodinha de amigos dizendo que foi no número 1 de Buenos Aires (nem assim vale a pena!)

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Pontos Turísticos – Buenos Aires

Plaza de Mayo
Ponto de partida de muitos turistas, a Plaza de Mayo concentra uma boa parte dos pontos turísticos de Buenos Aires. O local sempre foi o centro da vida política da cidade, mas ficou famosa mesmo com os protestos constantes das mães de desaparecidos durante a ditadura militar. Todas as quintas-feiras, entre as décadas de 1960 e 1980, o grupo se reunia na praça com as fotos dos seus filhos em mãos, em um comovente manifesto.

A praça também é ponto de encontro dos peronistas – movimento criado e liderado a partir do pensamento de Juan Domingo Perón, militar e ex-presidente argentino – que se reúnem anualmente, no dia 17 de outubro, para celebrar a libertação de Perón.

A manifestação pelo fim da ditadura e pelo apoio à invasão das Malvinas também ocorreram na Plaza de Mayo, que também foi palco dos conflitos sociais de 2001 que levaram à renúncia do presidente Fernando de la Rúa.

Já deu para perceber que o lugar é importante e tem história, né? No seu entorno estão prédios importantes, como a Casa Rosada, a Catedral de Buenos Aires e o Cabildo.

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Casa Rosada (Calle Balcarce, 50 – Centro)
Quem se lembra da cena da Madonna cantando “Don’t cry for me, Argentina” com certeza sabe do que estamos falando. A emblemática Casa Rosada é sede da presidência da República Argentina e abriga também o Museu da Casa do Governo, com material relacionado aos presidentes do país.

A casa, que é rosa mesmo, foi construída em 1594 pelo governador Fernando Ortiz de Zárate. Porém, em 1937, o presidente Agustín Pedro Justo decidiu que ir pôr tudo na chon. A ideia era estender a Avenida de Mayo até Puerto Madero e, nesse caso, a Rosada era um empecilho. A demolição começou pelo lado sul, mas foi freada por Roberto Marcelino Ortiz que foi recém-eleito como presidente da Argentina. A Casa Rosada sobreviveu, mas a ala sul nunca mais foi reconstruída.

Casa Rosada - Buenos Aires
Casa Rosada – Buenos Aires

Sobre a cor escolhida, as especulações são muitas. Dizem que a tinta foi feita a partir de sangue animal ou que o rosa simboliza a união das cores dos dois partidos da épocas – branco e vermelho. Porém, a que mais gosto é que o rosa foi escolhido por ser a cor de tinta mais barata. Fala que não é mais realista? Rs…

Atualmente, é possível fazer uma visita guiada – gratuita – à Casa Rosada. O tour passa pelos principais setores da Casa do Governo, como Salão de Patriotas Latinoamericanos, Pátio das Palmeiras, Salão das Mulheres Argentinas, Varanda para a Plaza de Mayo, etc. O serviço é oferecido apenas em espanhol e inglês (sábado, domingo e feriado). Chegue cedo ou vá com tempo, pois costuma ter (muita) fila.

Visita guiada
Sábados, domingos e feriados – 10h às 18h
Saída de grupos a cada 10 minutos
Duração: 1 hora
Entrada gratuita

Ao lado da Casa Rosada está o Museu Bicentenário, um prédio com sacada de vidro e entrada gratuita. As exposições contam a história da Argentina.

4ª a domingo – 11h às 19h
Entrada gratuita

Catedral Metropolitana (Calle San Martín, 27/Av. Rivadavia, Centro)
Apesar de ser “A” catedral de Buenos Aires, de fora, o prédio não se parece muito com o nosso padrão visual de igreja. Sem torres, a fachada da catedral possui 12 colunas representando os apóstolos. No interior, quadros e esculturas de artistas italianos (em sua maioria). Ao lado direito da Catedral, está o Mausoléu com os restos do herói libertador argentino, General San Martín.

Catedral de Buenos Aires
Catedral de Buenos Aires

Obelisco (cruzamento entre Av. 9 de Julio e Corrientes)
O pirulito (referência mais comum para quem é de BH), ou Obelisco, como dizem os argentinos, é o marco zero da cidade. O monumento foi construído na década de 1930 em comemoração aos 400 anos da cidade. Com 67 metros de altura – máximo permitido para a região – o Obelisco foi erguido onde, antigamente, existia uma igreja (a bandeira da Argentina foi hasteada pela primeira vez no tempo, em 1812).

Obelisco - Buenos Aires
Obelisco – Buenos Aires

Calle Florida
Flórida ou Florida. A pronúncia varia, mas o charme da rua de comércio mais turística de Buenos Aires não muda. Fechada para tráfego de carros e com vários quiosques de flores, a Calle Florida é endereço de várias lojas e galerias, tipo shoppings – a mais famosa é, sem dúvida a Galerías Pacífico (veja onde fazer compras em Buenos Aires). Por ser turística e estar bem no centro da cidade, muito artistas de rua, mendigos e ambulantes (de ouro, dinheiro e tudo mais) aproveitam para fazer uma graninha. Nunca corri perigo nas redondezas, mas não é o local da cidade onde me sinto mais segura.

Calle Florida - Buenos Aires
Calle Florida – Buenos Aires

Teatro Colón (Cerrito, 628)
Inaugurado em 1908, o atual Teatro Colón (o primeiro foi construído – e destruído – próximo à Plaza de Mayo) possui umas das cinco melhores acústicas do Mundo. Até o Pavarotti elogiou. Recém-reformado, o espaço possui visitas guiadas diárias.

Teatro Colón - Buenos Aires
Teatro Colón – Buenos Aires

Visita guiada:
Entrada pela rua Tucumán 1171 (Pasaje de Carruajes)
Todos os dias de 9h às 17h
Duração: 1 hora
ARG 180

Avenida 9 de Julio
Diz a lenda que essa é a avenida mais larga do mundo. Nunca medi todas para comprovar, mas digo que atravessar a Avenida 9 de Julio, em Buenos Aires, demora bastante! O nome faz referência à data de independência da Argentina, mas o legal dessa avenida não está ao olhar para trás, mas sim, para cima. Os prédios são o grande tchan do lugar. O Edificio del Ministerio de Obras Públicas (Av. 9 de Julio, 1925), que tem duas imagens enormes da Evita Perón, e o Hotel Panamericano (Carlos Pellegrini, 550 esq. com Av. 9 de Julio) – mais precisamente o seu mirante – são o grande destaque. Porém, só é permitido subir ao topo do hotel nos dias que fazem parte do programa de miradores de Buenos Aires ou se você pagar uma diária, é claro.

Quase no cruzamento com a Avenida de Mayo, no canteiro central, estão dois monumentos que valem uma fotinha – não o fiz 😦 – um em homenagem a Dom Quixote e outro celebra as Cataratas do Iguaçu.

Plaza San Martín (Retiro)
Pausa para o verde. No Retiro – área entre o Centro e a Recoleta – se esconde esse pequeno oásis urbano. A praça é uma grande área verde rodeada por prédios lindos e imponentes onde, em outros carnavais, morou algumas das famílias mais importantes da Argentina. O Edificio Kavanagh, de estilo art deco, é um desses exemplares – chegou a ser o prédio mais alto da América do Sul.

Da praça é possível ver a Torre dos Ingleses (depois da Guerra das Malvinas, o monumento mudou de nome, mas esse não pegou), que foi inspirada no Big Ben. #tretadiplomatica

Cemitério da Recoleta (Junín, 1760 – Recoleta)
Quem nunca foi turista e visitou um cemitério é porque não foi a Buenos Aires. Além de jazigos lindos e trabalhados na arte, o Cemitério da Recoleta guarda o corpo de ninguém mais ninguém menos que Evita Perón. Com tanta gente “importante” enterrada ali, o local se tornou ponto turístico popular e oferece até visita guiada.

O Cemitério da Recoleta funciona todos os dias das 7h às 17h45.

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Floralis Generica (Plaza de las Naciones Unidas – Recoleta)
Sabe aquela flor que todo mundo que vai a Buenos Aires tira foto? Então, é a Floralis Generica, exposta no bairro da Recoleta. Para chegar, basta sair da praça, passar em frente do Cemitério, cruzar o largo do Museu de Belas Artes, atravessar a “pontezinha” sobre a avenida Figueroa Alcorta e pronto – juro que é fácil!

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Ao lado da flor desenhada pelo arquiteto argentino Eduardo Catalano está a Faculdade de Direito, um prédio bem bonito! Construída pela fabricante de aviões militares Lockheed Martin, a flor gigante de metal se abre e fecha conforme a luz do sol – uma perfeita obra de engenharia!

Floralis Generica - Buenos Aires
Floralis Generica – Buenos Aires

Dalí, o passeio natural é seguir a avenida até o MALBA, museu que possui uma interessante coleção de arte latino-americana, além de exposições temporárias.

MALBA (Av. Figueroa Alcorta, 3415 – Palermo)
Adoro museus e adoro, principalmente, o MALBA – Museo de Arte Latinoamericano
de Buenos Aires. Obras importantes de artistas mais importantes ainda, como o Abaporu, de Tarsila do Amaral, um autorretrato de Frida Kahlo e trabalhos de Di Cavalcanti, estão logo no primeiro andar. Entre, conheça o acervo, visite as exposições temporárias e termine a visita com um café (ou taça de vinho) no Café do museu.

Funcionamento:
5ª a 2ª: 12h às 20h
3ª: fechado
4ª: 12h às 21h

Ingresso:
5ª a 2ª – ARS 100
4ª – ARS 50

Bosques de Palermo
Bosques do Palermo é como é conhecido o Parque Trés de Febrero. Essa área enorme abriga importantes pontos de interesse, como o Rosedal – lindo jardim com várias espécies de rosas, localizado no coração do parque, entre os lagos. O acesso é pela ponte sobre o lago ou pela Av. del Libertador (aberto diariamente das 12h às 19h) – e o Jardim Japonês – lindo exemplar desse tipo de construção, com lagos artificiais (com peixes), oásis de pedras, muitos bonsais, e A Grande Casa de Chá (aberto diariamente das 10h às 18h – entrada: ARG 70).

Jardin Japones - Buenos Aires
Jardin Japones – Buenos Aires

Mercado de San Telmo (Defensa 963, Bolívar 954/970/998 e Estados Unidos 460 – San Telmo)
Bem no estilo de Mercadão que estamos acostumados, o Mercado de San Telmo foi inaugurado em 1897. As muitas barracas vendem de tudo – frutas, roupas e brechós (comprei um óculos retrô lindo por R$ 30). Vale entrar, olhar, pechinchar e parar para tomar um café com empanada!

Detalhe do teto do Mercado de San Telmo - Buenos Aires
Detalhe do teto do Mercado de San Telmo – Buenos Aires

Feira de San Telmo (San Juan y Defensa – San Telmo)
Feira gigante que é realizada todos os domingos no bairro de San Telmo. O passeio não vale apenas pelas “barracas oficiais”, mas também pelos artesãos “paralelos”, pelas performances artísticas no meio da rua e pelo clima tilelê que abençoa o lugar.

Esquina na Feira de San Telmo - Buenos Aires
Esquina na Feira de San Telmo – Buenos Aires

Mafalda (Chile com Defensa)
A estátua da personagem é pequena e tem muita fila para tirar foto. Mas juro que acho que vale a pena! Eu, pelo menos, enfrentei a fila felizona com uma Quilmes na mão.

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Caminito (Calle Magallanes / Calle Dr. Enrique del Valle Iberlucea – La Boca)
Não se engane pelas fachadas coloridas e tango na rua, o calçadão foi construído para turistas e está no centro do bairro operário La Boca. É legalzinho, mas menos do que aparece nas fotos. É possível percorrer o Caminito em menos de uma hora e daí seguir para a próxima parada.

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Real x Pesos Argentinos

Com o aumento do IOF, usar cartão de crédito em viagens internacionais deixou de ser tão atrativo. Na maioria das vezes eu prefiro levar dinheiro vivo. Assim, pago menos taxas e diminuo o risco de gastar mais do que posso ou pagar uma fatura de cartão de crédito monstruosa porque o câmbio variou muito. Porém, dependendo do seu destino, o quesito comodidade pode compensar o uso do cartão, principalmente quando a taxa de câmbio ofertada na cidade é bem pior que a do cartão.

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Em Buenos Aires, durante muito tempo (e até há pouco tempo), o lugar mais conveniente para se trocar reais por pesos, por uma cotação ok, era o Banco Nación. Além da segurança, o banco possui uma agência bem no aeroporto Ezeiza (é só sair do desembarque e voltar à direita. No fim tem um corredor que dá acesso à agência – um guardinha controla a entrada a saída dos clientes) que funciona todos os dias do ano – incluindo Natal e Réveillon -, 24 horas por dia.

Porém, de uns tempos para cá, o Banco Nación anda oferecendo uma cotação bem ruim para a troca do real por peso. Mas, nem tudo está perdido! A cotação oferecida é ótima para dólares. Ou seja, se você está pensando/precisando trocar dinheiro logo na chegada em Buenos Aires, leve a moeda americana.

Mas se você tiver tempo livre na sua viagem, durante a semana e em horário bancário (11h às 15h), deixe para trocar a maior parte do seus reais nas casas de câmbio, no centro da cidade – a maioria das corretoras estão perto da esquina das calles Sarmiento e San Martín. Multifinanzas e Alpe, normalmente, praticam boas cotações para real e para dólar. #ficaadica

Aos finais de semana ou fora do horário “comercial”, a opção para trocar dinheiro são as casas de câmbio convencionais. Porém, esteja ciente que a cotação será pior.
😦

As casas de câmbio “paralelas” já foram a saída para os brasileiros por oferecerem cotações melhores para a troca de real por peso. Porém, atualmente, a diferença é muito baixa, não compensando o risco de se praticar um ato ilegal fora de casa.

Outra alternativa é sacar pesos em caixas eletrônicos, direto da sua conta bancária. Porém, além do IOF, você paga uma tarifa de saque para o seu banco e outra por usar o caixa. Por isso, use essa alternativa apenas em casos de emergência, tipo pegar um táxi em um domingo à noite.

Que tal viajar por conta própria com o conforto de ter acesso à experiência das agências? Só com o Por Ceca e Meca isso é possível. Veja como transformar esse sonho em realidade.

Bairros – Buenos Aires

Para mim, os melhores bairros para se hospedar são a Recoleta e o San Telmo. Porém, se você está disposto a pagar um pouco mais para ficar em uma região mais hypster (e mais longe do centro), o Palermo é uma ótima opção. Escolha o bairro de Buenos Aires que é a sua cara e escolha seu hotel!

Centro
Como na maioria das cidade grandes, o centro é a parte mais antiga, mais perto dos monumentos tradicionais e, ao mesmo tempo, a região mais “decadente” da cidade. Em Buenos Aires não é diferente. Nas duas primeiras vezes que fui à capital, me hospedei no centro. O que é uma boa opção, pois os preços dos hotéis são mais baixos e, durante o dia, você não precisa gastar muito com transporte, já que o Obelisco, a Calle Florida, as Galerías Pacífico, a Casa Rosada e outros pontos turísticos estão bem perto. Porém, à noite, andar pelas ruas pode ser um pouco amedrontador. Mas nunca me aconteceu n-a-d-a!

Galerías Pacifico
Galerías Pacifico

Conclusão: se você está meio sem grana e não fica (muito) inseguro com mendigos e ruas escuras, fique no Centro feliz da vida. Mas se você não está com muito dinheiro, mas tem um pouco de medo, o Centro continua sendo uma opção – ande de táxi à noite.

Recoleta
Esse é o meu bairro preferido para ficar hospedada. É perto do Centro, mas respira um ar mais luxuoso. As ruas são mais largas, arborizadas, bonitas e iluminadas. Sem contar que vários pontos de interesse, como o Cemitério da Recoleta e o Museu de Bellas Artes estão por ali. É um pouco mais caro, mas vale a pena! Aliás, tenho uma indicação de um flat super em conta na Recoleta – veja aqui onde se hospedar em Buenos Aires.

Parque na Recoleta - Buenos Aires
Parque na Recoleta – Buenos Aires

Retiro
Esse bairro fica no entorno da Plaza San Martin, até a Avenida 9 de Julio – bem pertinho do Centro. Porém, seu visual está mais para a Recoleta do que com o Centro propriamente dito – as ruas são mais tranquilas, seguras e bonitas.

Palermo
Esse é o bairro descolado de Buenos Aires. É praticamente o “Soho” da cidade, onde jovens designers dão um ar moderno às casas, bares e restaurantes das ruas que cortam a Av. Honduras – principal do bairro. A região é ótima para fazer compras em lojas alternativas e bater perna durante o dia e beber e comer durante a noite. Os restaurantes e barzinhos estão predominantemente localizados próximo à Plaza Julio Cortázar, também conhecida como Placita Serrano. Aos finais de semana, a região se transforma em uma pequena feira de artesanato e brechó.

Palermo - Buenos Aires
Palermo – Buenos Aires

San Telmo
Verdadeiro bairro hypster de Buenos Aires, Já foi a região mais rica da cidade, mas uma epidemia de febre amarela espantou os barões da região. Depois de muitos anos abandonado, o bairro foi redescoberto e os casarões restaurados. Aos domingos, uma feira de antiguidade toma conta das ruas charmosas, que acolhem barraquinhas, artesãos e artistas de ruas. Tudo na maior vibe. Tem um quê de Santa Tereza, no Rio de Janeiro.

Puerto Madero
Essa região é uma daquelas obras de revitalização que deu certo – pelo menos do ponto de vista turístico. O porto que antes estava abandonado e decadente foi totalmente reformulado e as docas e armazéns passaram a abrigar escritórios de multinacionais, lofts charmosos e restaurantes bacanas. Porém, ainda é um pouco “distante” de tudo, por isso recomendo apenas passear e jantar por lá. Para se hospedar, fica um pouco fora de mão…

Puerto Madero - Buenos Aires
Puerto Madero – Buenos Aires

Caminito
Personagem principal da maioria das fotos dos turistas que visitam Buenos Aires, o Caminito é um passeio típico, mas não um bom lugar para se hospedar. As casinhas coloridas e os dançarinos de rua contrastam com a pobreza e o ar “industrial” de todo o resto da região. A dica é gastar uma hora do dia passeando por ali e seguir viagem.

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Caminito – Buenos Aires

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