Melhores carnavais do Brasil

Carnaval, nascer do sol e o poder do tempo são certezas que tornam nossa vida melhor e nos dão motivação para levantar da cama e enfrentar esse mundão de Deus. Por isso, é fundamental que você faça de tudo para garantir boas lembranças desses momentos. Sobre o sol e o tempo não temos muito controle, mas sobre o carnaval… ah, esse sim é todo nosso. Todinho!

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Como uma boa foliã que sou, compartilho minhas experiências de carnaval (e olha que são muitas) e dou dicas para que você aproveite bem – e dentro das suas possibilidades – o melhor feriado brasileiro. Êta vidinha boa essa nossa!

RIO DE JANEIRO
Se o Rio é o berço do samba, a cidade é também sede do carnaval mais famoso do mundo. Seja para sair na Sapucaí – nunca o fiz, mas minha mãe já foi mil vezes e diz que é uma emoção indescritível -, assistir aos desfiles das escolas de samba ou enfrentar o calor em um dos mil bloquinhos de rua, o Rio de Janeiro é imbatível quando o assunto é carnaval.

Para quem quer sair na Sapucaí, prepare as pernas, os pés e o bolso. As fantasias custam de R$ 800 a R$ 2.500 e podem ser compradas direto no site das escolas de samba – saiba tudo o que você precisa nessa matéria aqui.

Mas se o pé não é de samba, o coração pode (e deve) ser. Quem quiser assistir aos desfiles, os ingressos custam de R$ 110 a R$ 320 e podem ser comprados por telefone. Muitas agências repassam os tickets por valores mais altos. Fique de olho! Veja aqui como comprar os ingressos para assistir aos desfiles na Sapucaí.

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Os bloquinhos de rua, já tradicionais na cidade, caíram no gosto dos jovens e inspiraram outras capitais brasileiras que aderiram ao costume. Quem quer curtir o carnaval de rua deve acordar cedo, pois, nesse caso, o bom do carnaval mesmo é com o sol a pino. Calor, água, boa música, gente bonita e alegre são as marcas dos bloquinhos, que tocam de Beatles a axé das antigas. Para não perder o bonde, fique de olho no horário e local da concentração dos blocos e divirta-se.

Em dúvida onde se hospedar, onde comer e em qual praia ir curar a ressaca? Não deixe de ler nosso guia completo do Rio de Janeiro.

PS: só passei o carnaval no Rio em papel – estava de intercâmbio e minhas amigas me “levaram” em um palito de churrasco -, mas posso dizer com conhecimento de causa que o pré-carnaval é maravilhoso também!

SALVADOR
O Rio pode até ser o berço do samba, mas a Bahia é a terra do carnaval da alegria. Passar o carnaval em Salvador é o sonho de muita gente – eu consegui realizá-lo em 2012, graças a Deus! Diferentemente do Rio, o esquema aqui é outro: circuitos fechados, trios elétricos e camarotes – há a possibilidade de ir de pipoca, mas não me arrisquei apesar de muitos amigos soteropolitanos falarem que é super de boa.

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O circuito mais famoso e fresquinho é o Barra-Ondina, que vai acompanhando a praia e é onde estão os camarotes mais famosos como o Harém (fui no primeiro dia), Camarote do Nana (o Camaleão faz uma pausa demorada e estratégica em frente) e o Camarote Salvador (lindo, maravilhoso e impressionante. Tem milhões de comida – inclusive risoto de lagosta – todo tipo de bebida, boate, massagem, stand de maquiagem e show particular na praia).

Camarote Salvador
Camarote Salvador

No chão, milhares de foliões de abadá e colares de filhos de Gandhi se jogam atrás do trio elétrico. Para se manter hidratado (ou bêbado) na pista, ambulantes e garçons garantem a bebidinha nossa de cada dia. De bloco fui no do Tuca Fernandes (meio desanimado), Me Abraça, do Asa de Águia (sensacional) e no Voa-voa, último do Chiclete com Banana.

Bloco ou Camarote? Como diria minha amiga Lívia, eu sou do povo e carnaval de verdade é no chão!

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Para garantir uma graninha para gastar durante o carnaval, compre os ingressos com muita antecedência – eles começam a ser vendidos no dia seguinte do carnaval – e divida de mil vezes. Dá para ser feliz mesmo sem ser rico!

PS: cuidado quando for pegar seu abadá. Fui muito avisada sobre a possibilidade de ser roubada logo na saída dos locais de retirada.

RECIFE E OLINDA
Ir para o carnaval de Pernambuco é uma experiência totalmente diferente do que você está acostumado. Muitos blocos fantasiados, vários boneco gigantes, muita caipi-siriguela e morros.

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Olinda lembra um pouco o carnaval nas cidades históricas de Minas Gerais, onde os jovens alugam casas ou ficam e repúblicas, sem contar os muitos morros de paralelepípedo que você tem que subir.

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Já em Recife, o carnaval mesmo acontece no Marco Zero, à noite, onde vários artistas respeitados se apresentam – no ano que fui (2015), teve show da Elba Ramalho e do Alceu Valença.

Em Recife também acontece o maior bloco de Carnaval do mundo, o Galo da Madrugada. É muito cheio meeeeesmo e tem de tudo, gente rica, pobre, feia, bonita, criança, idoso e um galo gigante! Hahaha… vale muito a experiência!

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Uma dica importante para aproveitar bem o carnaval é: acorde bem cedo e vá para Olinda! Bom mesmo é pegar um bloquinho desde o início e acompanhá-lo por toda a cidade. Veja aqui a programação dos blocos de Olinda.

PS: beba muita água e arrume um conhecido com uma casa com piscina. Juro que faz toda a diferença.

BELO HORIZONTE
Uma explosão de blocos de rua e de amor. É isso que aconteceu em BH, uma cidade que costumava ficar deserta durante o feriado e que hoje recebe gente do Brasil inteiro em busca do melhor pão de queijo e carnaval.

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Assim como no Rio, o carnaval em Belo Horizonte gira em torno de bloquinhos de rua durante o dia (veja a programação para não perder o bonde) e festas fechadas à noite. Já fiquei na cidade durante três carnavais e não me arrependi (jamais!).

Os blocos mais famosos são: Então, Brilha!, que sai da Rua Guaicurus (famosa pelos prostíbulos) no sábado de manhã bem cedo e é imperdível – é uma espécie de abertura “oficial” do carnaval de BH -; PPK ou Pena de Pavão e Krishna, que só divulga a hora e o local na noite anterior; Alcova Libertina, que toca rock e leva muita gente para a Av. dos Andradas; Baianas Ozadas, bloco de axé mais antigo (e mais cheio) que sai da Praça da Liberdade; Corte Devassa, da galera do teatro; Manjericão, o último, na quarta-feira; Juventude Bronzeada; Me Beija que Sou Pagodeiro; e Garotas Solteiras.

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Além dos bloquinhos famosos, muitos outros, menores e normalmente de algum conhecido, surgem todos os anos. Um que sempre vou é o Do Seu Bento a Dona Lúcia, que toca marchinhas e músicas mais tradicionais. Muito bom, amigável e familiar. Rs…

Um outro movimento que tem seu ápice durante o carnaval é a Praia da Estação, que é ponto de chegada de muitos blocos no sábado de manhã. A Praia surgiu há sete anos como uma resposta à proibição do prefeito Márcio Lacerda que proibiu eventos em praças da cidade. Eis então que a Praça da Estação, no centro de BH, virou praia e o sertão virou mar.

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À noite, não adianta muito ficar na rua, pois o que bomba mesmo são as festas fechadas. Para quem é folião de rua, sugiro ir para casa dormir, pois a programação no dia seguinte começa cedo e sol (e cerveja) cansa.

Leia nosso Guia completo de Belo Horizonte e não perca nenhum cantinho maravilhoso dessa cidade.

PS: não deixe de aproveitar os bloquinhos pré-carnaval, como Chama o Síndico, na quinta-feira, e os muitos ensaios que rolam em janeiro e fevereiro. Ah! E dá para tocar em algum bloco também. Em alguns é feito uma seleção prévia, em outros, basta participar dos ensaios.

DIAMANTINA
Ser um jovem mineiro significa ir ou já ter passado um carnaval em Diamantina – eu mesma fui quatro vezes. A cidade recebe uma das festas mais famosas do estado e foi onde surgiram bandas carnavalescas famosas como a Bartucada e a Bat Caverna.

O palco principal é montado na Praça do Mercado da cidade e é onde essas bandas tocam todo tipo de música no tambor. É muito legal! Tente ficar um pouco mais em cima para ver tudo direitinho e ter um pequeno espaço para viver.

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A grande dica para quem vai aproveitar o carnaval na praça é ir de madrugada, às 4 da manhã, assistir à metade do show da Bartucada, descer para o Bar do Telo (um boteco abaixo da praça que toca música e enche a rua de gente), subir novamente para a praça às 17h para ver a Bat Caverna (não perca a descida do Batman no primeiro e último dia de carnaval) e voltar para a casa após o show – dormir para quê? Tá achando que é fácil ser jovem? Além da Praça do Mercado, muitos outros locais da cidade formam aglomeração de pessoas. O Bar do Telo, como já disse, e o Baiúca, uma espécie de beco acima da praça, ficam lotados!

Comer não é uma atividade muito comum durante o carnaval, mas se estiver faminto, coma um pão de queijo gigante na padaria da praça ou enfrente um miojo em casa mesmo. Para beber? Além do tradicional: cerveja, ice, catuaba, etc. – não deixe de provar a Berola do Gilmar. Um iogurte aditivado com muito álcool e ingredientes secretos.

PS: para não correr o risco de ficar sem água em casa, tente alugar um imóvel próximo aos hospitais da cidade – área hospitalar nunca sofre com a falta d’água. Dica de ouro essa, hein?!

OURO PRETO
Esse talvez seja o carnaval de rua mais antigo de Minas Gerais. Desde sempre, as repúblicas de estudantes da UFOP recebem turistas e promovem blocos e festas pelas ruas (leia-se ladeiras) de Ouro Preto. Além disso, a prefeitura também organiza shows na Praça, mas, para mim, o bom mesmo é acompanhar os blocos e beber cerveja nas festas das repúblicas.

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Veja no nosso Guia de Ouro Preto todos os detalhes sobre onde ficar, onde comer e o que ver na cidade.

PS: nunca fui em um carnaval de Ouro Preto, mas amo a cidade e a República Passargada como se fossem minha casa!

Precisando de ajuda para planejar seu carnaval, festas ou lua de mel? Chega aqui e veja como o Por Ceca e Meca pode te ajudar a transformar suas viagens em experiências reais e inesquecíveis.

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Onde Comer – Porto de Galinhas

Falar sobre os restaurantes de Porto de Galinhas é falar sobre uma rede de empreendimentos de um único chef (muito pouco simpático, por sinal. Mas, cozinha tão bem..). Os três melhores da cidade, na minha opinião, pertencem a um mesmo dono. É monopólio? Não, porque existem outras opções. Mas que as dele são melhores, isso são.

Munganga Bistrô (Av. Beira Mar, 32)
Esse é o nosso restaurante preferido em Porto de Galinhas. Ele fica no fundo de uma galeria, de frente para a praia. O ambiente é lindo – tem a opção de ficar no salão interno ou em uma espécie de bangalô com vista para o mar – o atendimento também.

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Os pratos são individuais e muito fartos. Se quiser maneirar na comilança, peça uma entradinha e divida um prato principal.

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O cardápio é muito variado, mas as grandes estrelas são os peixes e o camarão. Para mim, os melhores pratos são o Peixe à Fiorentina, que vem gratinado, e o Peixe Terra Mar.

Os preços dos pratos variam de R$ 55 a R$ 65. A caipivodka (ótima por sinal) custa R$ 12 e vem bem forte se você pedir. #ficaadica

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Só é preciso prestar atenção a uma coisa quando decidir ir ao Munganga. Os chefs de cozinha se reservam, dia sim-dia não, e tem um que é muito melhor que o outro. Por isso, minha dica é ir dois dias seguidos, ver em qual ocasião a comida estava mais gostosa e seguir intercalando outros restaurantes na folga do chef muso.

Vista das mesas externas - Munganga Bistrô
Vista das mesas externas – Munganga Bistrô

Gratin (R. Piscinas Naturais, 1)
Do mesmo dono do Munganga Bistrô (o cara é bem estrelinha e babaca, mas nem sempre está nos restaurantes, para alegria geral), o Grtin fica na entrada da galeria que leva ao outro restaurante. O ambiente interno é super intimista – uma loja toda de vidro – e possui mesas na calçada.

Como o próprio nome diz, a casa é especializada em pratos gratinados. Todos vêm servidos na frigideira. Uma coisa linda. Os pratos são muito bem servidos e dá para dividir tranquilamente – sempre pedíamos dois para três pessoas.

Desculpa, não conseguimos esperar a foto
Desculpa, não conseguimos esperar a foto

Você decide por peixe ou camarão ou lagosta e escolhe o acompanhamento – arroz 7 grãos ou purê. Minha sugestão? Camarões flambados com purê. De comer de joelhos. Tanto que em nenhum dia consegui tirar foto do prato completo.

Os pratos custam em média R$ 45 (exceção da lagosta). Os petiscos são mais caros e não valem tanto a pena. Se arrisque logo no principal.

La Tratoria (Rua dos Navegantes, 81)
Último da trilogia do chef que não sei o nome, o La Tratoria é especial (mas não exclusivo. Vive cheio e com fila de espera). As massas servidas são, simplesmente, incríveis. Sério, você dificilmente vai comer algo igual em uma praia brasileira.

Peixe à Fiorentina - Munganga Bistrô

O ambiente é lindo, o atendimento super cortês e o preço está dentro do praticado na região – média de R$ 58. Destaque para a caipi de umbu-cajá (R$ 12). Se for a Porto de Galinhas não deixe de ir ao La Tratoria.

Peixe na Telha (Av. Beira Mar 103)
Esse era um dos restaurantes mais badalados de Porto de Galinhas, mas parece que a fama subiu à cabeça. Os preços são simplesmente absurdos.

O restaurante é grande, de frente para o mar. Como são muitas meses, o barulho é bem incômodo. As porções de petisco são bem pequenas – seis pastéis, seis peixinhos fritos, etc. -, mas a caipivodka é caprichada (R$ 12).

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Como não estávamos com muita fome, acabamos dividindo uma salada – R$ 28. O prato principal da casa, o peixe na telha, é bem servido e custa R$ 138. Porém, não voltamos para prová-lo (mas minha mãe disse que é muito gostoso).

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Minas Gerais

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Só quem é de BH conhece

Parque Guanabara (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 3333 – Pampulha)
Esse parque, localizado em frente à Lagoa da Pampulha tem cheiro de infância e de juventude divertida. Não, o parque não tem muitos brinquedos radicais, mas possui os principais, que nos deram frio na barriga e nos fizeram vomitar quando criança, lembra? O legal aqui é poder brincar como se fosse criança, mas com a sabedoria de um adulto (por isso, evite comer muito antes de ir na Xícara Maluca).

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É barato (você só paga os ingressos dos brinquedos que quer ir) e divertido, sem contar que a vista da Roda Gigante é linda. Brinquedos imperdíveis: carrinho de bate-bate (é bem grande o espaço), minhocão e trem fantasma (prepare-se para rir no final)

Funcionamento:
5ª e 6ª: das 13h às 22h
Sábado: das 11h30 às 22h
Domingo e Feriados: das 10h30 às 21h

Duelo de MCs (Rua Aarão Reis – Centro)
Nessa onda (maravilhosa) de apropriação da cidade, o vão embaixo do Viaduto Santa Teresa foi um dos mais bem “apadrinhados”. O movimento Família de Rua levou para o centrão de BH o duelo de MCs, que chama centenas de pessoas para escutar o que a rua tem a dizer. Os duelos, normalmente, são realizados aos domingos e lotam. Quer uma dica? Beba uma cerveja por lá e se encante!

Praia da Estação (Praça Rui Barbosa – Centro)
Há um tempo, o prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda assinou um decreto que proibia eventos e aglomerações em praças públicas da capital. Para quê? Isso só inflou um movimento de (re)apropriação da cidade e fez com que milhares de jovens, contrários à medida (e ao prefeito também) instituíssem a Praia da Estação.

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Realizada aos sábado no concretasso em frente à Praça da Estação (Praça Rui Barbosa), eles (nós) estendem cangas, levam guarda-sol, bebem cerveja, se molham nas fontes e gritam “Ei, Lacerda, seu governo é uma merda). Frequentemente, um caminhão pipa é contratado para matar o calor da juventude. Esse é um dos movimentos mais legais de BH, que reúne gente disposta a conversar e se posicionar como cidadão de Belo Horizonte. Se antes a cidade não tinha mar, hoje temos praia!

Rua Sapucaí (Floresta)
Rua linda, movimentada, descolada e com uma das vistas mais bonitas de BH. A Rua Sapucaí hoje é morada de projetos colaborativos (como a Benfeitoria) e bares/restaurantes descolados – Salumeria Central, Gruê, etc. Aproveite e separe um fim de tarde e vá tomar um drink no parklet mais charmoso de BH.

Feiras de Rua
São muitas e diversas. Tem a tradicional Feira das Flores, às sextas, na Rua Bernardo Guimarães, a Feira Hippie que dita o tom dos domingos, além de outras tantas que têm aparecido e ocupado a cidade. Todo fim de semana, pelo menos uma feira diferente agita as tardes de Belo Horizonte.

Feira Imaginária, em BH
Feira Imaginária, em BH

As mais famosas são: Feira Experimente, de cervejas artesanais; Feira Imaginária, com produtos locais e muita gente interessante; Feirinha Aproxima; Feira da Benfeitoria; e a Mercê 399, com produtos orgânicos. Vem a BH? Vá à feira!

A gente te ajuda a ir além nas suas viagens. Venha cá e permita-se!

Festas e Festivais – Belo Horizonte

Carnaval
Foi-se o tempo que andar pelas ruas de BH durante o carnaval era privilégio de poucos. Há mais de cinco anos, os bloquinhos tomaram conta de toda a cidade e atraem milhares de pessoas – muita gente mesmo!

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É difícil escolher qual acompanhar e, às vezes, mais difícil ainda saber o local da concentração. Muitos blocos, para evitar multidões descontroladas que acabam comprometendo a experiência, só divulgam as informações em suas páginas nas redes sociais e, de vez em quando, horas antes de botar o bloco na rua. Mas uma certeza você pode ter, passar carnaval em BH significa acordar cedo, se fantasiar, tomar muita catuaba e começar o sábado na Rua Guaicurus (famosa pelos puteiros), ao som do Então, Brilha!

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Quando: início do ano – sexta a quarta de carnaval
Dicas: blocos imperdíveis – Então, Brilha!; PPK; Corte Devassa; e os movimentos menores, de bairro.

Festa Italiana
É lotada (mesmo), apertada e nem tão legal assim mais, mas, é tradicional. Quando era menos divulgada, a Festa Italiana era bem legal. Afinal, a ideia é ótima: um monte de barraquinha servindo comida italiana (a melhor) e vinho, além de show e apresentações locais. E o melhor: entrada em troca de 1 Kg de alimento não perecível. Sensacional, não? O problema é que muita gente também aprovou a iniciativa e não há mesa e massa que dê conta da demanda.

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Minha dica aqui é dar uma passada para ver o movimento e ir comer em uma das muitas pizzarias da cidade, sem aperto e perrengue.

Quando: Maio
Onde: ruas da Savassi
Dica: se quiser comer, chegue cedo (bem cedo) e sem muita fome

Virada Cultural
Para mim, esse é um dos eventos mais legais e democráticos de BH. Como os palcos ocupam toda a cidade, a Virada Cultural está sempre por perto de todos, de coxinhas a moradores de rua. Espetáculos de teatro, exposições, performances e shows de artistas locais e nacionais, excelentes, fazem parte da programação que dura 24 horas – 19h de sábado até as 19h de domingo. Para compôr o ambiente, food trucks, barbearia, lojinhas e muita gente se divertindo, sem limites, preconceitos ou brigas. Tudo na mais santa paz, na mais perfeita harmonia. #voltalogovirada

Quando: Julho
Onde: toda a cidade
Dica: tente virar, realmente, porque a experiência e programação são incríveis

I Love Jazz
Jazz + vinho + canga na grama + vista de cair o queixo + gente interessante = Festival I Love Jazz. Equação linda, assim como o evento. São dois dias de apresentação de gente foda do jazz (nacional e internacional), regado a vinho e diversão. A impressão é de ser transportado para a Europa dos sonhos, sabe? Não? Só indo (para o festival ou para a Europa) para saber. Rs…

Vista da Praça do Papa em um dia de festival I Love Jazz
Vista da Praça do Papa em um dia de festival I Love Jazz

Quando: Agosto
Onde: Praça do Papa
Dica: não perca por nada. Música boa, vista bonita e gente mais linda ainda

BH Music Station
Essa vou falar me apropriando do discurso de outros, pois sempre estou viajando nessa época. Mas, as fontes são extremamente confiáveis. O BH Music Station é um evento de música que rola dentro do metrô e estações de BH. A experiência começa a partir do momento que você passa pela catraca da Estação Central. A partir dali, um mundo de música e fantasia se abre diante dos seus olhos – performances e música nos vagões, além de shows foda no palco. Prometo ir no ano que vem!

Quando: Agosto
Onde: metrô de BH
Dica: nunca fui, mas morro de vontade!

Descubra seus destinos além do que os guias de viagem te contam. Personalize sua experiência e garanta viagens inesquecíveis.

Onde Sair – Belo Horizonte

A Obra (Rua Rio Grande do Norte, 1168 – Savassi)
Para mim (e para muitos balzaquianos fiéis), A Obra é a melhor balada de BH. Localizada no subsolo de um prédio comercial, a casa lembra bem as discotecas londrinas. O espaço é pequeno e construído com materiais que sobraram de construções, muito antes de isso ser moda. Era só falta de dinheiro mesmo. A música é sempre de qualidade e abre espaço para bandas independentes e estilos musicais off mainstream em BH.

A porta d’A Obra também faz parte da balada. Tanto, que é até local no Instagram e no Foursquare. Como a casa é pequena, muita gente acaba ficando de fora enquanto espera liberar espaço ou, simplesmente, opta por ficar conversando com os amigos enquanto toma uma cerveja comprada no postinho ao lado.

Aliás, cerveja é outro ponto forte d’AObra. A carta é incrível e vai muito além das tradicionais filhas da Ambev. Tem de tudo, muito e novo. Quer experimentar? Peça para o Tião, garçom desde o primeiro dia da boate.

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Mas, para mim, o que realmente faz diferença entre A Obra e outros lugares são as pessoas. Quem vai, está afim de se divertir, de mente, corpo e coração abertos, sem preconceitos, dress code ou qualquer tipo de regras. O que todo mundo quer é se divertir, sem se importar com o que os outros estão pensando. Liberdade de sentir é o que define. Aqui, a noite começa tarde e termina cedo (do dia seguinte), o amor é livre e, normalmente, duradouro (vários casais já se conheceram aqui e outros alguns chegaram a se casar na boate). Aqui, não existe carteirada ou fama, todo mundo é igual e igualmente feliz.

Funcionamento:
4ª a Sábado: a partir das 22h30 (mas o bicho pega a partir de meia-noite)

Entrada:
R$ 30

Samba da Quadra (Rua do mercado, 115 – Luxemburgo)
Em plena favela, o Conjunto Santa Maria, uma quadra de samba recebe excelentes festas e proporciona uma vista incrível da cidade. O grande galpão de ensaio da G. R. E. S. Cidade Jardim é hoje palco de noites embaladas a vodca (te cerveja também se preferir), gente bonita e música atual – de sertanejo a Tim Maia. Entrar e beber não é muito barato, mas às vezes vale estourar o cartão de crédito por uma noite divertida.

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Jângal (Rua Outono, 523 – Cruzeiro)
O esquema aqui é misturar bar com música e pessoas bonitas e em pé. Sério, gente, é muito mais difícil paquerar sentada em uma mesa de bar. Mas, ao mesmo tempo, nem sempre estamos no pique de ir para balaaaada mesmo. O Jângal entra exatamente nesse hiato que acomete, principalmente, os jovens de quase 30.

O bar é todo moderninho, não é muito grande, mas possui mesas, bancada e espaço para as pessoas ficarem em pé. Sempre tem música e, muitas vezes, bandas. A galera que frequenta é bonita sem ser muito crisenta e nojentinha. A carta de drinks é excelente e as comidinhas bem gostosas também. O preço não é dos mais camaradas, mas nada que estrague a noite.

Gilboa (Rua Pium-í, 726 – Carmo)
Do mesmo dono do Jângal, o Gilboa segue a mesma linha, mas acaba ficando um pouco mais para balada – o espaço é todo fechado e fica escuro em um certo momento da noite. Mas nada de crise e tunch tunch. As bandas que se apresentam são mais abertas e seguem mais a linha poprock. Os frequentadores também são mais, digamos assim, clássicos, e beiram os 30 ou mais. A carta de drinks também é muito boa e as porções, apesar de pequenas, são bem gostosas. O Gilboa é uma ótima opção para quem quer se divertir sem se acabar ou terminar em uma mesa de bar.

Baixo Centro Cultural (Rua Aarão Reis, 554 – Centro)
O Baixo seja, talvez, o filho mais querido desse forte movimento de reapropriação do espaço público que BH vem vivendo. Localizado no centrão de BH (próximo à Praça da Estação e embaixo do Viaduto Santa Tereza), o Baixo promove a intercessão entre o que define a cidade – seus moradores (sejam de rua ou de mansões) e a rua.

Baixo em noite de festa de música brega - Eu Não Presto mas Eu Te Amo
Baixo em noite de festa de música brega – Eu Não Presto mas Eu Te Amo

Apesar de toda a decoração descolada, a porta do Baixo é um dos lugares preferidos de quem vai à casa. Tanto é que o próprio bar abriu sua filial para a rua. Dentro, um espaço apertadinho que recebe festas deliciosas e que garantem noites e manhãs divertidas. Ir ao Baixo é viver Belo Horizonte em sua alma mais pura.

Funcionamento:
5ª: das 20h às 2h
6ª e Sábado: das 22h às 5h

Divirta-se com o que a cidade tem de melhor. Monte o seu roteiro de viagem junto com a gente. É barato, é legal, é alegre.

 

Fim de Noite – Belo Horizonte

Rei do Pastel (Rua Fernandes Tourinho, 431 – Savassi)
É um clássico, é bagaceiro, mas fica aberto até tarde. Além disso, tem um dos melhores pães de queijo da cidade (veja aqui). Apesar da fama, já não gosto mais tanto do Rei, porque está sempre cheio e o atendimento é muito ruim. Além, é claro e principalmente, de não aceitar cartão de crédito. Poxa, é fim de noite, é extra, é over, só pode ser no cartão. Rs… Apesar disso, sempre acabamos por lá, eventualmente.

Tudão (Rua Fernandes Tourinho, 363 – Savassi)
Bem perto de todos os meus bares preferidos (veja aqui) e do Rei do Pastel, o Tudão é, atualmente, o meu escolhido para o fim de noite. Apesar de ser a capital dos boutecos, os bares fecham cedo em BH – por volta das 2h. Sim, para mim que sou uma sem limites assumida, 2 horas da manhã é pouco. Além de aceitar cartão e ter mesas, ainda dá para comer no Tudão. Os espetinhos são honestos e gostosos.

Por ser fim de noite, o bar é frequentado por todo tipo de gente, dos bebuns aos que acabaram de sair de um casamento. Isso é o mais lindo de tudo, harmonia entre os povos e tribos.

Chopp da Fábrica (Av. do Contorno, 2736 – Santa Efigênia)
Essa é a saideira de quem está de carro, pois fica um pouco longe da Savassi e de outros redutos de bares. Porém, é o melhor lugar para matar a fome da madrugada. O atendimento é ruim, o lugar é barulhento, mas o mexido e o Laricão (PF com tudo que você imaginar) compensam. O Chopp da Fábrica é também um bom lugar para almoçar no domingo ou na volta de uma viagem, quando se está faminto. O preço é bem bom e eles servem pão de queijo frito. Imagine a delícia gorda!

Vá além do trivial e se encante pelos lugares. Planeje sua viagem conosco e viva experiências incríveis.

Bares – Belo Horizonte

Bombshell (Rua Sergipe, 1395 – Savassi)
Para mim, esse é o melhor bar da cidade. Música boa, pessoas descoladas e diversas, pratos e drinks imperdíveis! Não deixe de provar o Demônio (R$ 18,60) – drink delícia – e a batata rosti de carne seca. O espetinho de frango empanado e as linguicinhas também são deliciosas! Não é muito barato, mas compensa bem o valor gasto.

Drink Demônio
Drink Demônio

Apesar de ter mesas e sofás dentro, o gostoso mesmo é ficar nas mesinhas de madeira na calçada. O atendimento é muuito amigável e bonito de se ver. Rs…

Deu a hora? Bem pertinho você tem excelentes opções para o Fim de Noite.

Funcionamento:
2ª: das 18h às 00h
3ª a Sábado: das 18h à 1h
Domingo: das 18h às 00h

Santeria (Rua Fernandes Tourinho, 385 – loja 1 – Savassi)
Dos mesmos donos do Bombshell, o Santeria é quase um anexo (maior) do bar mais antigo, que fica quase ao lado. Seguindo a mesma linha, a carta de drinks é incrível – tem um de melão delicioso e grande – e o cardápio não deixa a desejar, apesar de não ter muitas opções para compartilhar. Como o Santeria fica aberto até mais tarde, a ideia aqui é comer algo com mais sustância, como o sanduíche de carne desfiada que é simplesmente m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o. Essa esquininha é minha preferida em BH, por isso, recomendo a todo mundo: vá, mas sem hora para voltar!

Funcionamento:
4ª e 5ª: das 19h às 2h
6ª e Sábado: das 20h às 3h
Domingo: das 18h à 1h

Mercearia 130 (Rua Ivaí, 130 – Serra)
Esse é um bar que dá para almoçar e para matar o tempo, de tarde até à noite. Mas fique de olho no relógio, pois não é barato ficar muito tempo por lá. O cardápio são as paredes e as sugestões são sempre excelentes! É uma bar descolado, mas mais de patricinha. Uma mistura boa, que sempre tem fila de espera.

Funcionamento:
3ª a 6ª: das 11h30 às 23h
Sábado: das 12h às 00h
Domingo: das 12h às 17h

Laicos (Rua Ceará, 1580 – Savassi)
Localizado no mesmo lugar que o antigo bar Social (Laicos é Social escrito ao contrário), o Laicos abriu as portas recentemente, aproveitando um pouco a onda dos espetinhos. Aqui não tem conta, você compra suas fichas e as troca por cerveja, drinks ou finger foods (comidinhas em pequenas porções para se comer com as mãos). Além disso, eles servem um yakisoba (enorme) e bem gostoso!

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A decoração é uma show à parte. Na entrada, mesas altas com bancos, na parte de dentro, sofás e gangorras acomodam os clientes. No centro, há ainda uma pista de dana com luzinhas e tudo. Todo fim de semana tem show e, às vezes, durante a semana também. Não me lembro quanto custavam as fichas, mas era um preço ok.

Funcionamento:
2ª: das 17h30 às 23h
3ª a 6ª: das 17h30 às 00h
Sábado: das 17h às 00h

Tizé (Rua Curitiba, 2205 – Lourdes)
Esse bar está localizado na “orla de BH”. Não, não temos mar, mas temos uma esquininha com cara de praia e a vantagem de não ter areia nem maresia (não sou muito fã de praia, admito). O clima aqui é bem de pagação: meninas lindas, vestidas quase iguais; baldinho de cerveja; óculos escuro; e paquera. O local possui um segundo andar, mas que vive vazio, pois a ideia aqui é ver e ser visto.

Apesar do estilo não ser muito o meu, gosto de ir ao Tizé de vez em quando. Seja para exibir minha figura na medina ou para comer os petiscos, que são deliciosamente carinhos, mas valem o preço e as calorias. Vá preparado, pois sempre há fila de espera! Mas, se demorar, peça uma caipivodca que é muito boa.

Redentor (Rua Fernandes Tourinho, 500 – Savassi)
Chopp espetacular. Leve, saboroso e servido em um copo tão fino que parece que nem existe. As empadas também são muito boas, mas não se engane, apesar de serem oferecidas pelos garçons, elas não são de graça. Os outros pratos do cardápio também são delícia, vale a pena experimentar.

Como tudo é muito gostoso, a conta acaba não agradando tanto. Mas é o preço que se paga por sentar em um bar inspirado no Rio de Janeiro, em plena Savassi belorizontina, e ainda poder beber no domingo (um dos poucos bares abertos na região).

Na hora do almoço, eles trabalham em sistema self-service, com buffet de salada, pratos quentes e japonês (conheça outros restaurantes self-service).

Do Chef Espetos (Av. Antônio Cônsul Cadar, 122 – São Bento)
Milhares de espetinhos tomaram as ruas de BH. Em cada esquina é possível encontrar um. Não é o esquema mais confortável (sentar em bancos dói as costas) nem o mais barato (normalmente, as cervejas long neck e espetinhos custam R$ 7 cada), mas é bem prático e divertido. Não tem que dividir a conta, você compra quantas fichas deseja e, na hora que cansar, levanta e vai embora. É ou não é uma beleza?

Dentre todos os espetinhos da cidade, o Do Chef é o meu preferido. O atendimento é bom (ok, a comida demora um pouco, mas é o preço que se paga pela vasta companhia), os espetos são bem gostosos (Kafta e Boi são incríveis e macios), a cerveja sempre gelada e o banheiro é decente (eles estão dentro do shopping Center São Bento. Ou seja, banheiro grande, com várias cabines, e limpo). Além disso, o cardápio vai além das carnes e oferece também pão de alho/tomate, coxinha e batata frita fritos na hora.

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Para incrementar ainda mais o programa, toda terça uma banda de chorinho (alto nível) se apresenta e, aos sábados, uma galera toca de tudo, ao vivo. Esse é um dos meus programas prediletos durante a semana!

Conheça a BH que você quer! Chega aqui e veja como transformar sua viagem em uma experiência única e inesquecível!

Cervejarias – Belo Horizonte

Templo Cervejeiro Backer (Rua Santa Rita, 220. Olhos D’agua)
Para quem está na cidade dos botecos, a cervejaria é uma boa pedida. A cerveja artesanal, de vários tipos, é bem gostosa e o ambiente também é bem legal. O preço cobrado nas cervejas e nos petiscos é alto, além do cardápio não ter muitas opções – mas tudo que tem é gostoso. Apesar de grande, o lugar vive lotado, então prepare-se para esperar caso não queira fazer reserva. É um programa diferente em BH que vale a pena fazer!

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Seu vôo em Confins atrasou? Beba uma Backer por lá também. Recentemente a cervejaria abriu filial no aeroporto.

Funcionamento:
3ª: das 11h30 às 15h
4ª e 5ª: das 11h30 às 15h30 e das 18h às 00h
6ª e Sábado: das 11h30 à 1h
Domingo: das 11h30 às 16h

Walls Gastropub (Rua Levindo Lopes, 358 – Savassi)
Considerada a melhor cerveja artesanal do mundo, a Walls é uma das pioneiras do segmento, em Belo Horizonte. Ela é bastante vendida em bares em BH, mas, recentemente, você pode bebê-la (quase) direto da fonte.

O Walls Gastropub é todo dedicado à cerveja e oferece em seu cardápio milhões de modalidades da bebida, além de drinks bem gostosos (e caros). No cardápio, boas opções de petiscos, servidos em porções pequenas. O local é pequeno, mas bem charmoso, e ainda conta com um parklet descolado na frente, onde é possível fumar um cigarrinho tomando a cerveja.

Assim, minha conclusão sobre o Walls Gastropub é dúbia: é legal, mas para dias muito específicos, pois é caro e não tããão legal assim.

Hofbrauhaus (Av. do Contorno, 7613 – Lourdes)
Considerada a melhor choperia alemã, a Hofbrauhaus causou frisson quando abriu sua filial em BH, a primeira no Brasil. A procura foi tanta, que o estabelecimento teve que fechar as portas pois não tinha como fabricar a quantidade de chopp necessária para atender aos belorizontinos. É isso que dá abrir uma choperia na cidade dos bares.

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Fui conhecer o lugar depois que reabriram, já com alvará de produção maior. Realmente, o ambiente é muito legal, com todo estilinho alemão (como manda o figurino). O chopp é bem gostoso e, assim, imaginei que seria mais caro – 300 ml custa R$ 9,90. Nessa primeira vez, fomos almoçar e, apesar de poucas opções de prato, todos que pedimos estavam gostosos e tinham preço “ok” – média de R$ 45. O problema foi quando decidimos ir à noite na choperia.

Quando se vai para beber de verdade, a conta fica bem cara! Quase R$ 10 por copo de 300 ml pesa dependendo da quantidade. Mas o maior problema é a pouquíssima opção de petisco. As porções são bem pequenas – a de linguiça vem apenas três – e caras. Quando se está em um grupo maior, a única opção viável (em quantidade e dinheiro) é o joelho de porco, que custa R$ 99. Está longe de ser barato e o melhor prato para se comer à noite, mas é o que temos para hoje. Moral da história: gastei R$ 100 para tomar chopp, comer algumas batatas fritas, salsichas e um pedaço do joelho de porco, e voltar para casa sóbria e com fome.

Funcionamento:
4ª a 6ª: das 18h às 00h
Sábado: das 12h às 00h
Domingo: das 12h às 17h

Botecos – Belo Horizonte

Baiana do Acarajé (Rua Antônio de Albuquerque, 473 – Savassi)
Esse quarteirão fechado, em plena praça da Savassi, já foi o mais animado e meu ponto de partida às sextas-feiras. Mas com o aumento do valor dos aluguéis, muitos bares fecharam e a rua acabou dando uma caída, mas ainda sim continua sendo um bom lugar para tomar uma sem compromisso.

O Baianas é um clássico belorizontino. Com mesas na calçada e delícias baianas no cardápio – a porção de mini acarajés é uma delícia – o buteco foi fundamental na iniciação de muitos adolescentes na bebedeira.

A cerveja de 600 ml (Original) custa R$ 9 e os petiscos não são lá muito baratos. Mas você sabe, tradição não tem preço. Rs…

Bar do Antônio (Rua Flórida, 15 – Sion)
Mais conhecido como Pé de Cana, o Bar do Antônio está presente na vida dos mineiros há mais de 50 anos. Claro que do início até hoje muita coisa mudou: o bar aumentou, uma filial foi aberta e o número de garçons seguiu na mesma proporção. Mas o prazer de sentar em uma das mesas de plástico, tomar uma cerveja gelada e comer petiscos incríveis (tudo no cardápio é bom) continua o mesmo. Lá é bom para almoçar, para beber à tarde e sair à noite. Tem prato para todos os momentos – costela com mandioca; filé com jilí; sanduíche de pernil.

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Tanta tradição fez com que muitos clientes envelhecessem junto com o bar. A média de idade dos frequentadores está mais para 40 do que para 20, o que acho bom, pois mantém o crivo de qualidade. Mas também, permite que os preços sejam um pouco mais elevados. Porém, tudo compensado!

Mercado Central (Av. Augusto de Lima, 744 – Centro)
Um dos pontos turísticos mais famosos de BH também é um dos melhores lugares para se beber na capital (conheça os lugares imperdíveis de Belo Horizonte). Não espere conforto. Muitas vezes, as porções são servidas no balcão ou em mesas altas, sem bancos. Faz calor e tem muita gente se acotovelando em busca de um espaço ao sol, porém, tudo é compensado pela cerveja gelada e a melhor porção de fígado com jiló que você vai comer na sua vida! Além disso, é um grande privilégio, hoje em dia, poder comer e beber em um local democrático, onde todos dividem o mesmo balcão em busca da mesma coisa: boa comida e boa bebida.

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Na hora de ir embora, compre um potinho de doce de leite em uma das barracas e garanta a sobremesa e a cura da ressaca.

Maletta (Rua da Bahia, 1148 – Centro)
Um dos prédios mais emblemáticos do centro de BH é hoje reduto dos botequeiros mais descolados da cidade. O que não é nenhuma surpresa, pois o Edifício Arcangelo Maletta, na esquina da Rua da Bahia com Avenida Augusto de Lima, há anos atrai belorizontinos que buscam uma mesa para discutir política, cultura ou, simplesmente, para apreciar a vista do centro.

Foto: André Brax
Foto: André Brax

Durante um tempo, o Maletta, assim como o centro, sofreu com a desvalorização imobiliária e ficou um pouco esquecido. Porém, com o forte movimento de apropriação da cidade pelos seus moradores, o edifício e toda a região sofreram um boom de amor, carinho e pertencimento.

Atualmente, vários bares disputam um espacinho na enorme varanda, no segundo andar, e convivem com galerias de artes e lojinhas. Para os mais tradicionais, o primeiro andar continua sendo o melhor local do Maletta, com seus bares tradicionais e nada pretensiosos, além da Cantina do Lucas, um dos restaurantes mais clássicos de BH (ver Onde Comer). A verdade é que, assim como a cidade, o Maletta abriga a todos e, de certa forma, se adapta a cada um que vai ali em busca de diversão.

Aproveite suas viagens para fazer o que gosta e aprender a gostar de coisas que nem imaginava. Vá além dos guias tradicionais e monte a sua viagem do seu jeito. Vem que o mundo é seu!

Escrevi um post bem legal sobre os lugares para sair em BH. Confere lá no Blog do Méliuz.