O Que Comer – Porto de Galinhas

Descubra as delícias típicas de Porto de Galinhas.

Bolo de Rolo
É impossível ir a Pernambuco e não comer (ou trazer) um bolo de rolo. De massa fina e recheio na medida, essa espécie de rocambole é um dos tesouros dessa terra.

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Existem vários tipos – caseiro, de doce de leite, chocolate -, mas o tradicional (e melhor) mesmo é o de goiabada do Sabor da Casa. O preço não muda muito dos outros que são vendidos, mas a qualidade sim. Acredite, eu provei todos, sem exceção!

Caldinho da Ivone / Ivonete / Ivanilda
Em Pernambuco, tomar caldo na praia é normal e parece que combina com o calor – juro! Existem vários carrinhos, mas os melhores são os das irmãs Ivone, Ivonete e Ivanilda. O pote custa R$ 10 e você pode escolher entre muitos sabores – o de aratu é delicioso! Coloque farinha e aquela pimenta e seja feliz (e quente).

Caldo de Feijão da Marta
Se o seu gosto é mais tradicional e você não se arrisca muito em sabores diferentes, o caldinho de feijão da Marta é sua salvação. Com charque, azeitona, milho e ovo de codorna (todos opcionais), ele está sempre quentinho. O pote custa R$ 5.

Bolinho de Goma e Sequilhos da Amara
Sabe aqueles biscoitinhos com cara de vó? Então, em Porto de Galinhas eles são vendidos em todos os lugares, mas o melhor é exclusividade da praia. Os sequilhos da Amara são os mais famosos e gostosos da região (ela conta, toda orgulhosa, que já apareceu até na Revista da Azul).

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Eles são sequinhos e deliciosos e têm em vários sabores – coco, maracujá, chocolate, goiaba e o tradicional – meu preferido. Os bolinhos são vendidos no pote (R$ 6) ou em saquinho (R$ 5). Prove, leve e engorde. Fim.

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Onde Comer – Porto de Galinhas

Falar sobre os restaurantes de Porto de Galinhas é falar sobre uma rede de empreendimentos de um único chef (muito pouco simpático, por sinal. Mas, cozinha tão bem..). Os três melhores da cidade, na minha opinião, pertencem a um mesmo dono. É monopólio? Não, porque existem outras opções. Mas que as dele são melhores, isso são.

Munganga Bistrô (Av. Beira Mar, 32)
Esse é o nosso restaurante preferido em Porto de Galinhas. Ele fica no fundo de uma galeria, de frente para a praia. O ambiente é lindo – tem a opção de ficar no salão interno ou em uma espécie de bangalô com vista para o mar – o atendimento também.

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Os pratos são individuais e muito fartos. Se quiser maneirar na comilança, peça uma entradinha e divida um prato principal.

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O cardápio é muito variado, mas as grandes estrelas são os peixes e o camarão. Para mim, os melhores pratos são o Peixe à Fiorentina, que vem gratinado, e o Peixe Terra Mar.

Os preços dos pratos variam de R$ 55 a R$ 65. A caipivodka (ótima por sinal) custa R$ 12 e vem bem forte se você pedir. #ficaadica

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Só é preciso prestar atenção a uma coisa quando decidir ir ao Munganga. Os chefs de cozinha se reservam, dia sim-dia não, e tem um que é muito melhor que o outro. Por isso, minha dica é ir dois dias seguidos, ver em qual ocasião a comida estava mais gostosa e seguir intercalando outros restaurantes na folga do chef muso.

Vista das mesas externas - Munganga Bistrô
Vista das mesas externas – Munganga Bistrô

Gratin (R. Piscinas Naturais, 1)
Do mesmo dono do Munganga Bistrô (o cara é bem estrelinha e babaca, mas nem sempre está nos restaurantes, para alegria geral), o Grtin fica na entrada da galeria que leva ao outro restaurante. O ambiente interno é super intimista – uma loja toda de vidro – e possui mesas na calçada.

Como o próprio nome diz, a casa é especializada em pratos gratinados. Todos vêm servidos na frigideira. Uma coisa linda. Os pratos são muito bem servidos e dá para dividir tranquilamente – sempre pedíamos dois para três pessoas.

Desculpa, não conseguimos esperar a foto
Desculpa, não conseguimos esperar a foto

Você decide por peixe ou camarão ou lagosta e escolhe o acompanhamento – arroz 7 grãos ou purê. Minha sugestão? Camarões flambados com purê. De comer de joelhos. Tanto que em nenhum dia consegui tirar foto do prato completo.

Os pratos custam em média R$ 45 (exceção da lagosta). Os petiscos são mais caros e não valem tanto a pena. Se arrisque logo no principal.

La Tratoria (Rua dos Navegantes, 81)
Último da trilogia do chef que não sei o nome, o La Tratoria é especial (mas não exclusivo. Vive cheio e com fila de espera). As massas servidas são, simplesmente, incríveis. Sério, você dificilmente vai comer algo igual em uma praia brasileira.

Peixe à Fiorentina - Munganga Bistrô

O ambiente é lindo, o atendimento super cortês e o preço está dentro do praticado na região – média de R$ 58. Destaque para a caipi de umbu-cajá (R$ 12). Se for a Porto de Galinhas não deixe de ir ao La Tratoria.

Peixe na Telha (Av. Beira Mar 103)
Esse era um dos restaurantes mais badalados de Porto de Galinhas, mas parece que a fama subiu à cabeça. Os preços são simplesmente absurdos.

O restaurante é grande, de frente para o mar. Como são muitas meses, o barulho é bem incômodo. As porções de petisco são bem pequenas – seis pastéis, seis peixinhos fritos, etc. -, mas a caipivodka é caprichada (R$ 12).

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Como não estávamos com muita fome, acabamos dividindo uma salada – R$ 28. O prato principal da casa, o peixe na telha, é bem servido e custa R$ 138. Porém, não voltamos para prová-lo (mas minha mãe disse que é muito gostoso).

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Onde Ficar – Porto de Galinhas

Como disse, existem muitos resorts em Porto de Galinhas. O Hotel Village Porto De Galinhas, o Kembali Hotel Porto de Galinhas, a Pousada Iandê, e a Pousada Ecoporto são as mais bem avaliadas no Trip Advisor.

Porém, como nossa ideia era ficar perto do centro, para não depender de carro ou táxi, e não estávamos dispostas a investir muito dinheiro na hospedagem, ficamos em uma pousada que minha mãe e minha tia sempre ficam.

Pousada Marahú (Lot. Recanto Porto de Galinhas – Praça 2 – Lote 1)
A Pousada Marahú fica super bem localizada, pertinho da praia (onde os passeios de barco saem) e do centro. Se você não tem intenção de conhecer cidades próximas, dá para fazer tudo a pé. Adoro essa possibilidade quando estou de férias.

O staff é muito atencioso e busca sempre agradar ou resolver os problemas o mais rápido possível – quando chegamos, o ar condicionado não estava funcionando direito. Como já era de noite e a pousada estava cheia, a recepcionista foi em busca de um ventilador, que segurou bem o calor. Na manhã seguinte, nos trocaram para um quarto onde tudo estava em ordem.

As camas têm colchão de mola (para minha mãe, isso é fundamental) e a qualidade dos lençóis é ok, apesar de alguns estarem manchados. O quarto possui TV, com imagem ruim, mas com opções de canal além de Globo e SBT; frigobar; armário; e varanda com rede, mesinha e cadeiras. Apesar de ter um tamanho bom – estávamos em três camas e dava para circular – o quarto possui poucas tomadas e, muitas vezes, o celular tem que ser carregado no banheiro.

O banheiro tem um tamanho bom, mas possui dois problemas: a janela não fecha totalmente, o que pode significar um convite aos bichos e insetos (vedamos o buraco com fita PCV); e o chuveiro é ruim: pouca pressão e jatos dispersos.

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A pousada possui piscina (delícia), sauna e ducha. Tudo é muito limpo e organizado. Aliás, eles fornecem toalhas para a área da piscina, sem cobrar nada por isso, e para a praia também, com um custo adicional. Para ficar longe do barulho da piscina, peça um quarto no segundo andar. Sim, você terá que subir um lance de escada com as malas (a pousada não tem elevador), mas terá noites de sono bem mais tranquilas.

O café da manhã da Pousada Marahú merece um capítulo dedicado. Sabe aquela ideia de maneirar para não pagar barriguinha na praia? Então, isso não funciona por lá. Todos os dias, frutas, sucos, iogurtes, pães, bolos e tortas. Tudo feito ali. Gosta de tapioca ou ovos mexidos (ou omelete) de manhã? É só pedir à atendente que ela prepara na hora. O único problema é que só tem uma pessoa para atender à área do café. Ou seja, sua omelete pode demorar um pouco. Outra dica para a hora do café é escolher mesas longe do ar condicionado, que fica ligado em temperaturas árticas.

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As tarifas são justas – R$ 180 o quarto para duas pessoas (cama extra: R$ 30) – e o serviço e quartos são super honestos. Não espere muito luxo, mas tudo excelente dentro da categoria.

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Praia – Porto de Galinhas

Mar calmo, mas nem tanto; água quente e clarinha; peixes e jangadas; e uma faixa larga de areia, que é um pouco escura para quem está acostumada com Cabo Frio. Como mais a praia está protegida por corais, muita gente aproveita para conhecer as piscinas naturais de Porto de Galinhas, mergulhar para ver os peixes e tal. Como eu não sou muito fã de peixes e passeios “obrigatórios” em férias, admito que só fiquei deitada na cadeira tomando sol e me refrescando no mar.

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Mas sim, os passeios existem, saem todos os dias – o horário depende da maré – e, para preservar os corais, é preciso fazer um curso de 10 min. antes. É tudo muito organizado e procurado, mas, como não fui, não sei dizer o preço.

A praia de Porto de Galinhas tem seus “espaços” bem definidos. Logo em frente ao ponto de onde saem os passeios de jangada, a areia é disputada e os espaços entre as barracas é bem pequeno. É aqui que a agitação (demais para o meu gosto) rola. É carrinho de drink, barraca de milho, crianças e cachorros. Tudo junto e misturado.

Mais para a direita – olhando para o mar – é uma parte mais tranquila, com barracas e atendimento mais fáceis. Mais distante ficam as praias exclusivas dos resorts – existem muitos em Porto de Galinhas (veja aqui onde se hospedar em Porto de Galinhas).

Como fui com a minha mãe e minha tia, sempre virávamos à direita e caminhávamos até a Barraca do Carlos Velho, onde montávamos acampamento.

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Lá, o aluguel da barraca custa R$ 10 e os atendentes são bem gentis. A porção de camarão, que é bem farta, custa R$ 55 e a cerveja, que nem sempre está muito gelada, sai por R$ 5. O coco é R$ 6, assim como o refrigerante.

Apesar dos preços ok, para mim, o melhor da Barraca do Carlos Velho é a tranquilidade, sem ficar isolada nem rodeada apenas por velhinhos, e a possibilidade de nadar em uma parte do mar que não tem coral, nem pedra, nem nada. Só a água, a areia e você. Ô delícia!

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Roteiro – San Andres

Alugamos o carro perto do porto e seguimos pela praia de Rocky Cay, que fica bem em frente à ilha de mesmo nome – dá para ir nadando, mas não me arrisquei. Tinham me falado que esse era um bom lugar para curtir uma praia tranquilo, já que é possível utilizar a infraestrutura do hotel da rede Decameron que existe por ali. Mas a verdade é que isso não é permitido e a praia quase toda fica na sombra, pois há muitas árvores na areia. Ou seja, desça, tire uma fotinho da ilha a frente e volte para o carrinho.

Nossa primeira parada de sucesso foi o Hoyo Soplador, que é gratuito. Apesar de ter lido que a atração era boba, eu simplesmente adorei. Rs… O olho é um buraco no meio das pedras que, quando o mar bate, esguicha (muita) água para cima. Tome cuidado com celular e outros aparelhos, pois molha muito!

Antes de ir embora, não deixe de tomar um Coco Loco na barraquinha que fica dentro do “complexo” de lojinhas e restaurantes. Uma outra dica é: evite conversar com as pessoas que chegam oferecendo algum tipo de serviço. O lugar é extremamente turístico e muitas pessoas tentam se aproveitar disso para ganhar dinheiro.

Coco Loco - San Andres
Coco Loco – San Andres

Do Hoyo Soplador, fomos em direção ao West Wing, passando pela La Piscinita (estava fechada). Para quem gosta de ver peixes e outras coisinhas no fundo do mar, o West Wing é um ótimo programa. Para quem não gosta, o lugar também é uma excelente opção, pois tem um tobogã que cai direto no mar. Legal demais mesmo! Quem for mais radical, pode cair no mar pulando de trampolim. Para os mais medrosos, existe uma escadinha tranquila.

West Wing - San Andres
West Wing – San Andres

A entrada custa (COP 5.000) e te dá direito a pãezinhos para alimentar os peixes. Dentro, tem guarda-volumes (pague o quanto quiser) e uma barraquinha que vende uma deliciosa piña colada.

Depois, era hora de curtir uma praia tranquilo. Paramos na Playa de San Luis e ficamos curtindo o sol com aquela vista deslumbrante. Já com (muita) fome, seguimos para o restaurante Miss Celia (veja onde comer em San Andres) e depois devolvemos o carrinho.

Playa de San Luis - San Andres
Playa de San Luis – San Andres

Acabamos dando uma volta e meia na ilha, porque queríamos ver o aeroporto e ficamos em dúvida sobre qual praia escolher. Mas a verdade é que dá para ver bem tudo em menos de 6 horas.

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Praias – San Andres

A Playa Peatonal ou Playa de Spratt Bight é a maior da ilha e acompanha todo o centro da cidade. Quanto mais próximo às lojas e shoppings, maior é a faixa de areia e melhos a infraestrutura – mesinhas, barracas, etc. Não é a melhor para estender a canga, mas é a mais confortável de se ver. A dica aqui é jogar um vôlei na areia, caminhar pelo calçadão fechado ou sentar em um dos muitos bares e restaurantes da orla e tomar uma apreciando a vista deslumbrante.

A Playa de San Luis foi a que escolhemos para tomar um solzinho enquanto bebíamos um delicioso Coco Loco – drink típico da ilha. A praia é tranquila, tem coqueiros e barraquinhas de bebida. O que mais se pode querer da vida?

Playa de San Luis - San Andres
Playa de San Luis – San Andres

Na maioria das praias de San Andres é possível fazer snorkel e ver muitos peixes e corais. Mas como não sou muito fã de mergulho, bichos e mar, não me arrisquei nesse programa. O máximo de programa ecológico e aquático que fiz foi nadar com peixinhos no West View. Mas para quem gosta, San Andres é um prato mar cheio.

Bahia el Cove é uma zona de bosques que pertence às Forças Armadas Nacionais da Colômbia. De lá é possível ter uma vista panorâmica da ilha. O lugar é ideal para ver o entardecer, já que o sol se põe no mar. Simplesmente imperdível!

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