Hospedagem – Belo Horizonte

Se vier a BH apenas para curtir, ir a bares e frequentar bons restaurantes, a Savassi e o bairro de Lourdes devem ser sua escolha na hora de se hospedar. As regiões são próximas, movimentadas e reúnem todo o burburinho da cidade. Além de serem áreas mais planas, um diferencial incrível e muito valorizado na capital mineira. Mas se a intenção da visita é ir a palestras ou eventos no Ouro Minas, existem opções para o lado de lá também.

Belo Horizonte - Praça Liberdade

e.Suítes Sion (Avenida Uruguai, 1010 – Sion)
Para mim, esse é o melhor hotel de BH. Ok, ok, nunca fiquei em um 5 estrelas. Mas, para meros mortais, o e.Suítes é puro luxo. É verdade que o preço da diária costuma ser um pouco mais alto que o dos outros hotéis da categoria, mas vale a pena o esforço.

Quarto grande e cama maior ainda, daquelas que você tem que marcar encontro no meio. Todos possuem uma “minicozinha”, com pia e, alguns (sob pedido e sujeito a disponibilidade), contam com microondas. O único problema é que o hotel não disponibiliza utensílios, como pratos, talheres, etc. O banheiro tem um tamanho bom e o chuveiro é ótimo.

O café da manhã é excelente (o melhor da vida), com Nespresso à vontade, opções sem lactose/glúten e itens para quem está de dieta. Muito bom mesmo! No terraço, além da sala do café e academia, existe ainda uma piscina com uma vista incrível.

O hotel é bem localizado, próximo à Savassi e ao shopping Pátio Savassi e tem estacionamento coberto, cobrado à parte (R$ 20).

Radisson Blu Belo Horizonte (Rua Lavras, 150 – Savassi)
Antigo Promenade, esse hotel é um dos melhores de Belo Horizonte. Quarto e banheiro grandes, staff atencioso e café da manhã bem gostoso. A localização é perfeita – em frente ao shopping Pátio Savassi, pertinho de bares e restaurantes e bem próximo do Chevrollet Hall, casa de shows de BH. Dá para sair a pé tranquilamente durante o dia. À noite, é preciso ficar atento, pois a rua é um pouco escura e sem muito movimento.

Por ser um dos tops, o preço nem sempre é o mais em conta, mas vale pagar um pouco mais. Estacionamento coberto e cobrado à parte (R$ 20).

Quarto Deluxe - Radisson Blu Belo Horizonte
Quarto Deluxe – Radisson Blu Belo Horizonte

Promenade BH Platinum (Av. Olegário Maciel, 1748 – Santo Agostinho)
Escolhemos esse hotel para passar o Dia dos Namorados e foi uma experiência ótima. O hotel é um pouco mais antigo, o que garante um ar clássico aos quartos – parede em tons bordô, cadeiras com estofamento de veludo, etc. Apesar da idade, tudo é muito moderninho e funciona bem. A cama é box, superconfortável, e o quarto possui um tamanho bom.

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O café da manhã é gostoso e segue o padrão da rede Promenade – pães, bolos, frutas, frios – com um plus. É possível pedir ovos e omeletes feitos na hora. Quando nos hospedamos, como estava muito cheio, os garçons sofreram para repor as louças na mesma velocidade em que os hóspedes chegavam. Mas nada que tenha atrapalhado a experiência.

A localização é muito boa, próximo ao shopping Diamond Mall e quase em frente ao restaurante chinês mais tradicional de BH, o Macau (veja Onde Comer em BH). Para chegar à Savassi, é mais fácil pegar um táxi ou o ônibus SC02, que para quase na porta.

O hotel oferece estacionamento coberto, cobrado à parte (R$ 20).

Promenade Toscanini (Rua Arturo Toscanini, 61 – Savassi)
Da rede Promenade, esse é o que tem o melhor buffet de café da manhã. São muitas opções de pães, bolos, frutas e doces. O quarto segue o padrão da rede – grande, confortável e sem muita firula. Porém, o banheiro do Toscanini tem um detalhe curioso: uma janela no box que dá para o quarto. Sexy sem ser vulgar. Rs…

A localização é muito boa, pertinho da Savassi, em uma rua plana e super bonitinha. Possui uma farmácia quase ao lado, o que pode ser útil. Estacionamento à parte.

Hilton Garden Inn Belo Horizonte (Avenida Prudente de Moraes, 520 – Cidade Jardim)
O hotel é novo, mas nem por isso é bom. O quarto é um pouco pequeno, o box vazava água e o café da manhã é retirado às 10 horas em ponto. Quando fui, muitos torcedores estavam hospedados por causa de um jogo do Brasileirão, e o que vi foram hóspedes desesperados pegando tudo o que podiam enquanto os garçons retiravam TUDO!

O hotel fica na região centro-sul, mas não é tão perto da Savassi quanto as outras opções. Possui um Carrefour ao lado e alguns bares próximos. Uma das unidades da Pizzaria Olegário fica embaixo do hotel (ver Onde Comer em BH). Aliás, isso é comum em quase todos os hotéis da rede Promenade.

Estacionamento coberto, cobrado à parte (R$ 20).

Ramada Encore Virginia Luxemburgo (Rua Gentios, 274 – Luxemburgo)
Hotel novinho, descolado, com intervenções artísticas do coletivo Quarto Amado. Os quartos são bons, com camas grandes, mas um pouco vazios. A falta de móveis mais robustos passa uma sensação de impessoalidade e frieza, sabe? Em uma das vezes que nos hospedamos, ficamos no quarto adaptado para PNE, mais vazio ainda. Nesse quarto, a cama também não era de casal, mas duas de solteiro colocadas lado a lado. O banheiro tem um tamanho bom, mas tivemos azar, pois a pia estava vazando um pouco, mas nada que comprometesse a estadia.

Trabalho Quartoamado - hall de entrada Ramada Encore Luxemburgo
Trabalho Quartoamado – hall de entrada Ramada Encore Luxemburgo

O café da manhã é padrão Ramada – bem simples, sem muita frescura mas tudo de boa qualidade – e o atendimento é excelente.

A localização é na região centro-sul, mas um pouco afastada do burburinho da Savassi. Próximo apenas um espetinho, uma padaria que serve almoço self-service e o Supernosso – supermercado gourmet.

O hotel é bem simples, mas confortável. Vale a pena ficar, principalmente pelo ótimo custo-benefício, pois as diárias costumam ser as mais baratas da região.

Ramada Encore Minascasa Belo Horizonte (Avenida Cristiano Machado, 3411 – Ipiranga)
Hotel novo, com padrão Ramada – quartos confortáveis, decoração em tons de vermelho, café da manhã sem muitas frescuras. O hotel é bem localizado para quem vai participar de atividades no Ouro Minas, fica próximo a um shopping e tem algumas opções de restaurantes perto. Apesar de ficar próximo a uma avenida grande, os quartos são silenciosos, mas a vista não é bonita. É uma boa opção para quem quer se hospedar com conforto sem gastar muito.

Ibis Budget Belo Horizonte Minascentro (Avenida Bias Fortes, 783 – Centro)
Padrão Ibis Budget – o quarto parece hospital, mas tem tudo o que você precisa por um preço excelente! Cama boa, chuveiro bom, toalhas e roupa de cama ok. Tem TV e o café é honesto pelo preço (R$ 16).

ibis-budget

A localização é ótima, perto do centro, da Savassi e do movimento bairro de Lourdes. Se quiser poupar, o Ibis Budget é uma excelente escolha.

Tulip Inn Belo Horizonte (Rua Antonio de Albuquerque, 54 – Savassi)
Esse foi o pior hotel em que eu me hospedei em Belo Horizonte. Apesar de estar na Savassi, a localização não é muito boa. Rua escura e deserta. O quarto é pequeno e as paredes (inclusive do banheiro) estavam muito sujas mesmo. A água do chuveiro demorou a esquentar, os travesseiros eram ruins e o staff um pouco despreparado. Chegaram a tocar no quarto, de manhã cedo, para repôr as águas, mesmo sabendo que iríamos embora naquela manhã.

Um ponto positivo é o blackout da cortina. O quarto fica muito escuro, o que garante uma boa noite de sono. Tanto, que não conseguimos acordar para o café da manhã.

Conclusão: apesar do preço baixo da diária, não recomendo a estadia.

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Onde Ficar – Inhotim

Para atender aos visitantes que vêm do mundo inteiro, Brumadinho acabou inaugurando uma série de hotéis e pousadas na cidade. Essas são as mais próximas do parque, apesar de não serem as mais charmosas da região.

Cosmococas - Inhotim
Cosmococas – Inhotim

Em Brumadinho mesmo, recomendo o Estrada Real Palace Hotel (Rod. Municipal Augusto Diniz Murta, Km 0), que fica logo na entrada da cidade – isso torna os quartos bem barulhentos, mas a piscina é ótima! -; e o Ville de Montagne (R. Aníbal Coelho, 95, São Bento), que fica mais no centro da cidade – é novinho e bem bonitinho.

Agora, se a ideia é aproveitar a estadia para namorar ou curtir um lugarzinho charmoso, Casa Branca e Retiro do Chalé (cidades próximas) possuem as melhores opções – Estalagem do Mirante (Av. Nair Martins Drumond, 1000, Retiro do Chalé), minha melhor dica; e Pousada Vista da Serra (Av. Casa Branca, 348, Casa Branca).

Em Belo Horizonte, o ótimo é ficar em algum lugar um pouco mais central, como a Savassi. Os hotéis da rede Promenade e Mercure são uma boa escolha, além do Radisson Blu, meu preferido na cidade.

Veja mais lugares para se hospedar.

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Onde Comprar – Inhotim

Em frente à Recepção, está a loja botânica, com muitos arranjos e mudas de espécies cultivadas no parque, além de (maravilhosas) peças da Cerâmica Oti, produzidas por moradores de Brumadinho dentro do Inhotim. As peças são lindíssimas, mas algumas são um pouco caras (mas valem a pena).

Loja Botânica - Inhotim
Loja Botânica – Inhotim

Dentro da Recepção está a loja design, dedicada a artigos ultra mega descolados que levam o nome do Inhotim ou a assinatura de grandes nomes do designer. São bolsas, chapéus, móveis, objetos de decoração, joias, óculos escuros e milhões de outras coisas que são dignas de levar o nome do Inhotim na sacola.

Para trazer o parque para mais perto dos belorizontinos, o Instituto inaugurou uma loja em plena Savassi (R. Antônio de Albuquerque, 909). Lá, os dois conceitos de loja – botânica e design – se fundem em um espaço super moderno e bonito de se ver. Vale a pena conhecer, comprar um dos doces produzidos em parceria com produtores locais, e apreciar a iguaria sentada no parklet em frente tomando um sozinho – quer coisa mais contemporânea que isso?

Saiba mais sobre todas as lojas do Inhotim.

Roteiros – Inhotim

Antes de começar, precisamos falar sobre o transporte interno oferecido pelo Inhotim. O serviço, em rotas, custa R$ 25 e te dá o direito de utilizar os carrinhos de golfe que ficam rodando em 8 linhas determinadas – funciona como um ônibus comum, você pega em um ponto e desce em outro.

Vale a pena? Depende. Depende do que você está disposto a conhecer, pois o transporte não atende à área central, por exemplo. Mas, se você quer ver a maior parte do parque, sugiro que contrate o serviço, pois o calor e as subidas podem ser ingratos com os visitantes.

Seguem os roteiros de 1 e 2 dias pelo Inhotim.

1 DIA

Da recepção, volte um tiquinho e vá em direção à Galeria Lygia Pape (G20) – minha preferida!

Lygia Pape, Ttéia 1C, 2002. Inhotim
Lygia Pape, Ttéia 1C, 2002. Inhotim

Depois, volte e atravesse para a Galeria Praça (G3). Observe os painéis na entrada, que foram criados a partir do cotidiano dos moradores de Brumadinho. Os personagens que estão no ônibus são pessoas que realmente existem e cada um recebeu seu próprio busto do artista. Dentro da galeria, se perca por entre as caixas de som da obra Forty Part Motet – o legal aqui é caminhar de caixa em caixa para perceber as nuances das 40 vozes e, no final, se sentar no meio da roda para apreciar o canto como um todo. Feito isso, saia pela outra entrada da galeria, atravesse a ponte e entre na Galeria Cildo Meireles (G5), que é dividida em três salas – Glover Trotter, Desvio para o vermelho (líder em fotos. Siga a tinta até o final) e Através (só pode entrar de sapato fechado!).

Agora é hora de subir. Passe pela Galeria Fonte (se estiver com fome, compre um snack na lanchonete) e siga em direção aos fusquinhas da obra Troca-troca (A6). Pausa para fotos. Agora é hora de imergir no universo da Galeria Cosmococa (G15). A obra se propõe a reproduzir as sensações provocadas pelo uso da cocaína. Prepare-se para deitar em redes, pular em uma sala de colchões e mergulhar em uma piscina bem fria (tem toalhas disponíveis no vestiário).

Refrescado, pegue o transporte interno (Linha 2) ou siga a pé até a exuberante árvore construída pelo Giuseppe Penone – Elevazione (A21). A estrutura em cobre pesa muitas toneladas e é suspensa por cinco árvores de verdade. Essa é minha obra externa preferida!

Giuseppe Penone - Elevazione, 2000 - 2001. Inhotim
Giuseppe Penone – Elevazione, 2000 – 2001. Inhotim

Pegue novamente o carrinho ou continue subindo (sorte do momento: ter comprado o transporte interno) até o Beam Drop Inhotim (A14). A execução dessa obra é simplesmente impressionante – um guindaste de 45 metros jogou em uma piscina de cimento 72 vigas de metal. A ação durou cerca de 12 horas e pode ser vista neste vídeo. É realmente incrível! Mas tome cuidado e não se aproxime em dias de chuva, pois as vigas acabam se portando como para-raios.

Desça e coloque em prática seu espírito de agricultor – plante em vasos em formas de letras criados pela artista Marilá Dardort (G17). Forme frases, faça declarações e poste o que você tem a dizer. Não se esqueça de usar a #souinhotim – quem sabe o perfil do parque não reposta sua foto? Aqui, você pode fazer uma pausa para comer alguma coisa na lachonete próxima ao Palm Pavilion (não aceita cartão). Caso esteja fechada, aproveite para fazer uma boquinha e coma uma barrinha de cereal ou fruta no banco embaixo das árvores – esse é o máximo de comida que você pode levar para o Inhotim.

Energias renovadas, pegue o transporte interno (Linha 3) ou caminhe até o Galpão (G11) e se prepare para entrar no universo impressionante de sons e cores criado por William Kentridge. Se você não quiser almoçar de verdade, uma opção é comer sanduíche na lanchonete ao lado do espaço. Na saída, entre no carrinho (Linha 5) ou vá a pé até a Galeria Adriana Varejão (G7), passando pelo caleidoscópio criado por Olafur Eliasson – Viewing Machine (A13). A galeria da artista brasileira foi um marco na história do Inhotim e deu início às construções grandiosas e que merecem um capítulo à parte. Há tanto para ser dito sobre as obras da Adriana Varejão que vale a pena perguntar aos monitores sobre a história por trás de cada uma.

Agora é hora de almoçar. Você pode escolher entre o Tamboril e o Oiticica se quiser comer comida de verdade. Mas se a intenção comer algo mais rápido e leve, a pizzaria próxima à Galeria Fonte é uma boa opção. Caso opte pelo Oiticica, faça uma parada na obra Narcissus Garden (A17) antes. Se escolher o Tamboril, deixe-a para o final, quando estiver indo para a recepção. Veja onde comer no Inhotim.

Yayoi Kusama - Narcissus garden Inhotim, 2009
Yayoi Kusama – Narcissus garden Inhotim, 2009

Todos comidos, é hora de enfrentar o eixo rosa do parque. Logo na saída do Restaurante Oiticica, você vai ver uma das obras mais emblemáticas do artista que dá nome ao restaurante. As paredes coloridas do Magic Square (A12) não passam despercebidas e atiçam todos os sentidos.

Helio Oiticica - Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe, 1977. Inhotim
Helio Oiticica – Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe, 1977. Inhotim

De lá, siga para a Galeria Miguel Rio Branco (G16) – Linha 6 do transporte interno. As fotos são incríveis e hipnotizantes! A partir daí, você vai se encontrar em uma escolha de pandora: virar à esquerda para ver o domo geodésico construído por Matthew Barney (G12) em meio à mata e ouvir o som da terra na galeria de Doug Aitken (G10); ou virar à direita e conhecer a beleza e realidade dos índios Yanomami, na Galeria Claudia Andujar (G23). Não sei se é por uma relação de apropriação que tenho, mas eu escolheria a última opção. A Galeria Claudia Andujar é incrível. A arquitetura é maravilhosa e as fotos produzidas pela artista são encantadoras e quase paralisantes.

Pronto, agora já deve ser quase 16h30 e é hora de ir embora. Não deixe de parar nas lojas para levar um pedaço do Inhotim para sua casa. Veja onde comprar no Inhotim.

RESUMO 1 DIA:
Galeria Lygia Pape (G20)
Galeria Praça (G3)
Galeria Cildo Meireles (G5)
Troca-troca (A6)
Galeria Cosmococa (G15)
Elevazione (A21)
Beam Drop Inhotim (A14)
Marilá Dardot (G17)
Galpão (G11)
Viewing Machine (A13)
Galeria Adriana Varejão (G7)
Narcissus Garden Inhotim (A17)
ALMOÇO
Invenção da cor, impenetrável Magic Square #5, De Luxe (A12)
Galeria Miguel Rio Branco (G16)
Galeria Claudia Andujar (G23)
ou
Matthew Barney (G12)
Doug Aitken (G10)

2 DIAS

1º dia
Como no primeiro dia você está empolgado e descansado, prepare-se para andar e ver coisas incríveis. Comece pela Galeria Adriana Varejão (G7). Com tanta coisa para ser vista e tanta história por trás das obras (pergunte aos monitores), você vai gastar um tempinho por ali. Logo na saída, você vai ver a obra de Dominique Gonzalez-Foerster (A19). Este deserto construído em meio a tanto verde nos causa certo estranhamento, principalmente pelos pontos de ônibus instalados no espaço – todos eles são cópias de pontos de verdade existentes entre BH e Brumadinho.

Pegue o transporte interno (Linha 5) – ou caminhe – e peça para parar próximo à entrada da galeria Valeska Soares (G14). Os espelhos externos fazem com que a construção desapareça. Lá dentro, é hora de você reaparecer. Milhões de vezes.

Pegue novamente o transporte ou suba até o Galpão (G11), passando pelo caleidoscópio que multiplica a maravilhosa vista – Viewing Machine (A13). No Galpão, conheça a videoinstalação I Am Not Me, the Horse Is Not Mine, 2008, do sul-africano William Kentridge. As oito projeções monumentais foram inspiradas no conto O Nariz, de Nikolai Gogol, que conta a história de um nariz de um oficial do exército que sai do seu rosto e acaba assumindo uma patente superior à dele.

Saindo do Galpão, vire à esquerda e siga até o Viveiro Inhotim, espaço dedicado à botânica que conta com três jardins temáticos – Jardim de Todos os Sentidos (J1), Jardim Desértico (J2) e Jardim de Transição (J3) – e cinco estufas – algumas, às vezes, são abertas para visitação. Em frente à entrada do Jardim de Transição, pegue o carrinho (Linha 4) para a Galeria Psicoativa Tunga (G21). É impossível não reagir a uma obra do pernambucano, morto em 2016 (leia aqui o meu relato sobre a primeira vez que visitei a Galeria). Volte até o Galpão e aproveite para almoçar na lanchonete da galeria – sanduíches e coisas mais leves, pois o dia será longo!

Pronto, agora é hora de virar à direita ao sair do Galpão – pegue a linha 3 do transporte interno. Entre na casinha onde estão as obras de Carrol Dunham (G22) inspiradas no Inhotim. São cinco quadros, um em cada cômodo. Depois, vista o avental e plante em vasos em formas de letras criados pela artista Marilá Dardot (G17).

Marilá Dardot - A Origem da Obra de Arte, 2002. Inhotim
Marilá Dardot – A Origem da Obra de Arte, 2002. Inhotim

Depois de tanto trabalho manual, é hora de relaxar na Piscina (A15) construída por Jorge Macchi. É para nadar mesmo – no vestiário tem toalhas disponíveis. Depois de seco, dê um pulo no Palm Pavilion (A18). Muita gente não entende bem essa obra, por isso, vou dar uma ajudinha. Em sua primeira montagem ao ar livre, o pavilhão é uma adaptação da famosa Maison Tropicale – tipo de moradia pré-fabricada na França para abrigar os burocratas e comerciantes que se mudavam para as colônias africanas -, construída pelo arquiteto francês Jean Prouvé. Dentro, objetos, produtos e projeções que têm as palmeiras como matéria prima ou tema central.

Depois de tantas atividades, você pode fazer uma pausa para um lanchinho na lachonete próxima ao Palm Pavilion (não aceita cartão). Caso esteja fechada, aproveite para comer uma barrinha de cereal ou fruta no banco embaixo das árvores – esse é o máximo de comida que você pode levar para o Inhotim.

Siga subindo até a galeria Carlos Garaicoa (G18), montada dentro do antigo estábulo da fazenda Inhotim. A obra nos esfrega na cara a efemeridade das construções, pessoas e da vida – aos nos vermos na TV, nos colocamos no mesmo lugar das velas que derretem. Ao sair da galeria você vai se deparar com uma impressionante instalação: Beam Drop Inhotim (A14). A execução dessa obra é simplesmente impressionante – um guindaste de 45 metros jogou em uma piscina de cimento 72 vigas de metal. A ação durou cerca de 12 horas e pode ser vista neste vídeo.

É hora de pegar o carrinho (Linha 2) e apreciar a obra de Giuseppe Penone – Elevazione (A21). A pesada árvore de bronze é suspensa por outras cinco árvores (de verdade). Siga descendo até a Galeria Cosmococa (G15). A obra se propõe a reproduzir as sensações provocadas pelo uso da cocaína. Prepare-se para deitar em redes, pular em uma sala de colchões e mergulhar em uma piscina bem fria (tem toalhas disponíveis no vestiário). Na saída, estão os famosos fuscas da obra Troca-troca (A6). Pausa para as fotos.

Desça mais um pouco e entre na mata à procura do labirinto criado por Cristina Iglesias (G19). De lá, volte para a recepção passando pelo Jardim Veredas (J5), inspirado na obra de Guimarães Rosa. Por hoje, é só. Hora de voltar para o hotel e descansar porque amanhã tem mais.

2º dia
Como ontem foi pesado, hoje o roteiro é mais leve, afinal, mais da metade do parque já foi vista no dia anterior. Contorne a recepção e, no lago, siga pela direita. Em cima do Café do Teatro, está instalada a obra Narcissus Garden (A17), onde centenas de bolas espelham você infinitas vezes. Rende excelente fotos.

Yayoi Kussama - Narcissus garden, 2009. Inhotim
Yayoi Kussama – Narcissus garden, 2009. Inhotim

Desça as escadas, atravesse a ponte e se perca nas cores do Magic Square (A12). Depois, entre na Galeria Lago (G6), um dos espaços com acervo temporário. Continue reto, passe pela Galeria Marcenaria (G9) e caminhe até as estátuas de Edgard de Souza (A16). De lá, vá até a Galeria Dóris Salcedo (G8). Apesar de estar fechada para manutenção, é lá que você vai poder pegar o carrinho (Linha 6) que vai te levar até à Galeria Miguel Rio Branco (G16). Repare bem no prédio e como sua estrutura lembra a proa de um navio. Dentro, fotos e projeções incríveis desse artista que realmente me encanta.

De lá, você pode caminhar por dentro da mata (tem um caminho saindo próximo à lanchonete) ou pegar o transporte (Linha 8) até a Galeria Claudia Andujar (G23). Essa galeria é simplesmente impressionante, seja pela arquitetura, que lembra as construções da tribo Yanomami, ou pelas fotografias, tão humanas e incríveis, feitas pela artista.

Galeria Claudia Andujar - Inhotim
Galeria Claudia Andujar – Inhotim

Volte até à Galeria Miguel Rio Branco e pegue o carrinho (Linha 7) que vai te levar até à obra de Matthew Barney (G12), De lama lâmina. Você sabia que para construir o o domo geodésico, o artista permitiu a retirada de apenas sete árvores? A obra se relaciona com o vídeo de mesmo nome feito por Matthew durante o carnaval de Salvador – o filme é exibido todos os dias, às 15h, na Galeria Marcenaria (G9) (proibido para menores de 18 anos).

Matthew Barney - De lama lâmina, 2009. Inhotim
Matthew Barney – De lama lâmina, 2009. Inhotim

Volte à via e suba mais um pouco até a instalação de Doug Aitken (G10), que ficou conhecida como “som da Terra” após ser tema de matéria no Fantástico. O barulho pode soar frustrante para alguma pessoas (como eu). Volte tudo e, quando chegar na Dóris Salcedo, vire à direita. À beira do lago, você vai ver a Galeria True Rouge (G2), que abriga uma obra do Tunga – o mesmo da Galeria Psicoativa. Porém, antes de ir até lá, dê uma parada na Galeria Mata (G1), a primeira do Instituto, que é casa da incrível obra de Marcius Galan – Seção Diagonal.

Marcius Galan - Seção diagonal, 2008. Inhotim
Marcius Galan – Seção diagonal, 2008. Inhotim

Pronto, agora é hora de almoçar. Você tem duas opções, esbanjar um pouco mais e ir ao Restaurante Tamboril – buffet livre – que é mais caro, mas muito mais gostoso que a outra opção, o Restaurante Oiticica – self-service. Acho a comida do segundo bem ruinzinha e com pouca variedade, mas a decisão vai depender do seu bolso e da sua fome. Veja onde comer no Inhotim.

De barriguinha cheia, é hora de completar o percurso. Volte para o eixo amarelo e siga até a Galeria Fonte (G4). De la, desça até a Galeria Cildo Meireles (G5), que é dividida em três salas – Glover Trotter, Desvio para o vermelho (líder em fotos. Siga a tinta até o final) e Através (só pode entrar de sapato fechado!). Faça um pequeno desvio do trajeto normal para entrar na casinha mais charmosa e antiga do Inhotim, que abriga a obra Continente/Nuvem, de Rivane Neuenschwander (G13) – um beijo para quem souber pronunciar corretamente o sobrenome da artista.

Galeria Rivane Neuenschwander. Inhotim
Galeria Rivane Neuenschwander. Inhotim

Volte, atravesse a ponte e entre na Galeria Praça (G3). Dentro da galeria, se perca por entre as caixas de som da obra Forty Part Motet – o legal aqui é caminhar de caixa em caixa para perceber as nuances das 40 vozes e, no final, se sentar no meio da roda para apreciar o canto como um todo. Observe os painéis na saída que foram criados a partir do cotidiano dos moradores de Brumadinho. Os personagens que estão no ônibus são pessoas que realmente existem e cada um recebeu seu próprio busto do artista. Saia, cruze a via e siga até a Galeria Lygia Pape (G20), última do dia e a preferida de quem vos fala. Prepare-se para ser surpreendido, é apenas o que posso dizer.

Pronto, roteiro finalizado, agora é hora de explorar o comércio local.

RESUMO:

1º DIA
Galeria Adriana Varejão (G7)
Desert Park (A19)
Valeska Soares (G14)
Viewing Machine (A13)
Galpão (G11)
Viveiro Inhotim (J1, J2 e J3)
Galeria Psicoativa Tunga (G21)
ALMOÇO
Caroll Dunham (G22)
Marilá Dardot (G17)
Piscina (A15)
Palm Pavilion (A18)
LANCHE
Carlos Garaicoa (G18)
Beam Drop Inhotim (A14)
Elevazione (A21)
Galeria Cosmococa (G15)
Troca-troca (A6)
Cristina Iglesias (G19)
Jardim Veredas (J5)

2º DIA
Narcissus Garden Inhotim (A17)
Galeria Lago (G6)
Galeria Miguel Rio Branco (G16)
Galeria Claudia Andujar (G23)
Matthew Barney (G12)
Doug Aitken (G10)
Galeria Mata (G1)
Galeria True Rouge (G2)
ALMOÇO
Invenção da cor, impenetrável Magic Square #5, De Luxe (A12)
Galeria Fonte (G4)
Galeria Cildo Meireles (G5)
Rivane Neuenschwander (G13)
Galeria Praça (G3)
Galeria Lygia Pape (G20)

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Onde Comer – Inhotim

O Restaurante Tamboril fica aberto todos os dias da semana e funciona em esquema de buffet livre – pague e coma o quanto quiser. A comida é gostosa, mas o preço é um pouco salgado, principalmente para quem tem mais gente para bancar. Aceita cartão.

O Restaurante Oiticica é a opção de almoço de verdade mais em conta – esquema self-service -, porém, só abre às quartas (dia de entrada gratuita) e aos sábados e domingos. A comida não é lá muito maravilhosa, mas a opção atende bem aos bolsos. Aceita cartão.

Restaurante Oiticica - Inhotim
Restaurante Oiticica – Inhotim

Para quem quer fazer um lanche mais reforçado, o Café do Teatro é uma boa escolha. Oferece tortinhas salgadas, sanduíches frios, além de bolos e doces muito gostosos. Aceita cartão.

Outra opção para a hora do almoço é a lanchonete da Galeria Fonte, que serve pedaços de pizza e snack. Aceita cartão e fica aberta todos os dias da semana.

As outras lanchonetes – True Rouge, Palm Pavilion, Miguel Rio Branco, Rivane e Galpão abrem em dias específicos da semana e não aceitam cartão de crédito. Confira aqui o horário de funcionamento.

Mapa – Inhotim

Os caminhos do Inhotim foram feitos para você se perder e se encantar a cada curva. Porém, com o crescimento do espaço, deixar a fruição solta, sem nenhuma orientação, tornou-se perigoso. Por isso, no novo mapa do Inhotim, baseado em mapas de linhas de metrô, os caminhos do parque foram divididos em três eixos – rosa, laranja e amarelo – que (deveria) também são indicados nas placas, que seguem esse padrão de cor. Todas as placas de identificação de galerias e fichas de obras externas possuem elementos na cor do eixo no qual estão inseridas.

Caminhos - Inhotim
Caminhos – Inhotim

As galeria são identificadas com a letra G e a numeração segue a ordem cronológica de inauguração – ou seja, a Galeria G1 foi a primeira a ser inaugurada, a G2 a segunda e por aí vai. Já as obras externas são identificadas com a letra A, de arte, e os destaques botânicos com a letra B, de botânica. As placas de orientação, apesar de desatualizadas, ainda são uma mão na roda quando não se sabe qual caminho seguir.

Placa de identificação de Galeria - Inhotim
Placa de identificação de Galeria – Inhotim

O novo projeto de sinalização do parque vai melhorar muito a orientação do visitante (da Galeria Marcenaria até a Galeria Claudia Andujar ele já foi executado). Enquanto isso não acontece, siga o mapa, preste atenção nas placas e pergunte aos monitores das Galerias e Obras externas o melhor caminho.

Está querendo dar personalidade às suas viagens? Vem cá, vamos conversar!

 

Como Chegar – Inhotim

Existem dois caminhos para quem sai da capital: seguir pela BR 381 (BH-SP), passando por Contagem, Betim e Mário Campos. A outra opção é ir pela Serra da Moeda (BR 040), passando por Piedade do Paraopeba e Aranhas. Esse caminho te brinda com vistas maravilhosas e curvas perigosas, mas, mesmo assim, durante quase três anos, eu optei por esse itinerário para ir a Brumadinho.

Rotas para Inhotim
Rotas para Inhotim

Para quem não tem ou não quer ir de carro, existem outras duas opções – de terça a domingo sai um ônibus da Saritur, da Rodoviária de Belo Horizonte, que vai direto para o Inhotim. O ponto de embarque e desembarque, no parque, é no final do estacionamento.

Horários:
Ida – 8h15
Volta – 16h30 (dias de semana) e 17h30 (finais de semana)

Custo: R$ 47,35 ida e volta

Outra (boa) opção é ir de van, saindo da loja do Inhotim, na Savassi. Porém, esse serviço só é ofertado aos sábados, domingos e feriados (nas férias, costuma operar também nos dias de semana). Para contratá-lo, é necessário confirmar com 24 horas de antecedência pelos números (31) 3571-9795 e (31) 99737-6366, ou na loja da Savassi (R. Antônio de Albuquerque, 909).

Horários:
Ida – 8h15
Volta – 17h30 (só opera aos finais de semana e feriados)

Custo: R$ 60 ida e volta

Quer ir além do arroz com feijão nas suas viagens? Converse com a gente e descubra as mil possibilidades que o mundo te oferece (e que cabem no seu bolso).

Onde se Divertir – Ouro Preto

CAEM (Praça Tiradentes, 9 – Centro)

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CAEM – Ouro Preto

O Centro Acadêmico da Escola de Minas é casa de grandes shows e festas dos estudantes. O lugar é basicamente um galpão com um palco, bar e muitos banheiros (obrigada, Senhor!). Não sei se pela embriaguez tradicional (afinal, beber umas antes, na Rua Direita ou na própria Praça é de praxe) ou pelo espírito jovem que tomava conta do meu ser, mas todas as vezes que fui a uma festa do CAEM, me diverti horrores! Acompanhe a programação e se prepare para sair imundo de lá – existe uma certa prática de rolar no chão do CAEM. Nunca me aventurei, mas vai que você se anima, né?

Repúblicas
Como disse, Ouro Preto é uma cidade estudantil, povoada por jovens em busca de muita diversão. Por isso, para se divertir, não há melhor lugar do que onde os estudantes se reúnem – nas Repúblicas. Fique atento à movimentação nos casarões que ostentam uma placa de identificação, converse com as pessoas na rua e descubram onde é o rock do dia.

Precisa de ajudar para planejar sua viagem? Chega aqui e descubra as experiências incríveis que podemos construir juntos. Com conversa, intimidade, experiência e vontade, dá para fazer uma viagem personalizada que te permita se encontrar (e se surpreender) onde quer que você vá.

Onde Beber – Ouro Preto

Rua Direita (Rua Conde de Bobadela)
É aqui que se concentra o burburinho e a diversão. Com muitos bares, restaurantes e lojinhas, a Rua Direita, que na verdade se chama Rua Conde de Bobadela, fica lotada à noite. As pessoas se dividem entre as mesas, escadas, calçada e rua, bebendo e conversando até a hora da festa – seja no CAEM, Repúblicas ou Centro de Convenções.

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Rua Direita – Ouro Preto

Satélite (Rua Conde de Bodadela, 97 – Centro)
Em frente ao antigo Barroco – bar super tradicional que vendia uma coxinha delícia, daquelas que vêm com o ossinho da aposta, sabe? -, na Rua Direita, o Satélite está sempre cheio, a qualquer hora do dia. Seja porque fica aberto direto, porque tem cerveja sempre gelada (long neck e garrafa), ou porque o cardápio agrada a todos – é pizzaria, bar e lanchonete. Eu sempre acabo bebendo no Satélite, não tem jeito! E para acompanhar, a tradicional porção de filé com fritas (R$ 36,50 – meia porção).

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Onde Comer – Ouro Preto

O Passo (Rua São José, número 56 – Centro)
O Passo é um espaço lindo, grande e com vários ambientes abertos e fechados – tanto, que no sábado o restaurante estava fechado para um casamento. Se possível, tente ficar na varanda, que tem aquecedor, e às sextas e sábados à noite e tardes de domingo rola jazz ao vivo. Se não conseguir esse lugar na janelinha, não fique triste, os outros espaços também são bem charmosos.

Chegamos e tinha uma pequena fila de espera, mas como o lugar é grande, não esperamos nem 10 minutos. Apesar da pompa e da medalha no TripAdvisor, os pratos não são caros. De entrada, pedimos Carpaccio Tradicional (R$ 25) – tradicionalmente gostoso, apesar dos pães estarem um pouco secos. Na hora de pedir o prato principal, o garçom acabou se confundindo e trocou o meu Tornedor São José (R$ 47) pelo Gnocchi dos Namorados (R$ 49). Nada que atrapalhasse, pois o prato era minha segunda opção e estava muito gostoso, com filé alto, ao ponto, e um molho trufado de queijo delicioso. O gnocchi mesmo estava um pouco pesado demais, meio massudão, mas, mesmo assim, gostoso. Apesar da carta de vinhos interessante, a ressaca não me permitiu usufruir da adega.

A conta, com muitas Cocas, entrada e dois pratos principal, saiu por R$ 74 para cada.

Funcionamento:
Diariamente, das 12h à 0h

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