A Playa Peatonal ou Playa de Spratt Bight é a maior da ilha e acompanha todo o centro da cidade. Quanto mais próximo às lojas e shoppings, maior é a faixa de areia e melhos a infraestrutura – mesinhas, barracas, etc. Não é a melhor para estender a canga, mas é a mais confortável de se ver. A dica aqui é jogar um vôlei na areia, caminhar pelo calçadão fechado ou sentar em um dos muitos bares e restaurantes da orla e tomar uma apreciando a vista deslumbrante.
A Playa de San Luis foi a que escolhemos para tomar um solzinho enquanto bebíamos um delicioso Coco Loco – drink típico da ilha. A praia é tranquila, tem coqueiros e barraquinhas de bebida. O que mais se pode querer da vida?
Playa de San Luis – San Andres
Na maioria das praias de San Andres é possível fazer snorkel e ver muitos peixes e corais. Mas como não sou muito fã de mergulho, bichos e mar, não me arrisquei nesse programa. O máximo de programa ecológico e aquático que fiz foi nadar com peixinhos no West View. Mas para quem gosta, San Andres é um prato mar cheio.
Bahia el Cove é uma zona de bosques que pertence às Forças Armadas Nacionais da Colômbia. De lá é possível ter uma vista panorâmica da ilha. O lugar é ideal para ver o entardecer, já que o sol se põe no mar. Simplesmente imperdível!
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Guarde bem esse nome e, se possível, se hospede em outro lugar. A localização é boa, realmente, mas o stress não compensa a vista. Apesar da boa avaliação no Booking ficar nesse hotel foi uma péssima decisão. Vale lembrar, que não era a opção mais barata dentre os não-resorts.
Caribean Island – San Andres
Vamos começar pelos pontos positivos: os atendentes são muito atenciosos (apesar de um deles ter furado meu travesseirinho de pescoço); a localização é boa, de frente para a praia e ao lado de um Subway (porém, saindo do hotel, vire sempre è direita e ande um pouco, pois é lá que a vida acontece. Evite – mesmo – virar à esquerda); o ar condicionado dos quartos funcionam bem; a cozinha dos quartos luxo são muito bem equipadas, como todos os utensílios necessários; eles oferecem um galãozinho de água gratuitamente; é possível pegar toalhas para usar na praia e, assim, evitar voltar com uma mala cheia de areia.
Pronto, agora que te adocei, segue o fel amargo da decepção. Quando chegamos, o quarto não estava pronto. Tínhamos pago por um quarto melhor, com sala e cozinha. Porém, durante quase metade da nossa estadia – 1,5 dia – ficamos em um quarto bem mais simples e sem pouso, já que no dia seguinte não tínhamos quarto. Quando fomos liberados para entrar na suíte que reservamos tive vontade de chorar. O chão e mobília estavam simplesmente imundos e engordurados. O cheiro de mofo era muito forte, uma das camas estava quebrada e com lençol sujo. A água do chuveiro não tinha pressão nenhuma (água gelada é padrão na ilha, não se assuste); a pia era minúscula, o que acabava te obrigando a molhar todo o chão do banheiro; o quarto não tem cofre e se ouve tudo o que acontece do lado de fora. O hotel não tem elevador, não chama táxi para ir para o aeroporto, cobra mais caro pelo aluguel do carrinho e pelo mapa da ilha (COP 8.000).
Moral da história: junte dinheiro e fique em um Decameron.
O jeito mais barato de chegar a San Andres é pela companhia Viva Colombia, a low coast do país. O esquema é aquele: o serviço vale o quanto se paga. Não existe poltrona marcada e não espere qualquer tipo de mimo durante o voo. Mas, como não demora muito, nada que faça falta. A passagem dá direito a levar uma mochila de até 6 Kg dentro do avião. Para despachar mala, é preciso pagar uma taxa extra que varia de acordo com peso e dimensão da bagagem. Se você não estiver no clima de se aventurar na Viva, pode escolher entre a Copa, Avianca e Lan, que também descem em San Andres.
Antes de embarcar para a ilha é preciso comprar um boleto turístico. Ele custa COP 50.000 e você compra no balcão, na hora de fazer o check-in. Guarde esse papel como se fosse sua vida, pois ele será cobrado na volta!
Ao chegar à ilha é preciso fazer um novo processo de imigração – você tem que apresentar o passaporte e o boleto turístico. Como são poucas cabinizinhas, tente sair rápido do avião para evitar pegar uma fila gigante.
O aeroporto de San Andres parece pista de pouso em fazenda, sabe? Nada de conforto, luxou ou eficiência. Sério! Ficamos mais de 40 minutos esperando as malas aparecerem na esteira. Uma agonia só, ainda mais que o aeroporto não tem wi-fi. Na hora de ir embora, o voo atrasou muito e o despacho de bagagem foi uma loucura – muita gente em um lugar que não tem ar condicionado (lembre-se que San Andres fica próximo à linha do Equador). Praticamente não tem onde comer no aeroporto e só existe uma máquina de Raio X. Conclusão: prepare-se para enfrentar (muita) fila.
Fila para despachar a mala, no aeroporto de San Andres
O hotel que ficamos tinha contratado um taxista para nos esperar no aeroporto, porém o cara não apareceu (não foi dessa vez que realizei meu sonho de ter uma plaquinha com meu nome). Porém, logo que você sai do aeroporto, tem uma fila de táxis te esperando. Inclusive, a corrida ficou mais barata (COP 12.000) do que o valor que tínhamos combinado com o hotel.
Como aterrizamos tarde – 22h40 – e tivemos que esperar pela mala, só chegamos ao hotel depois de meia-noite. Famintos (sou capaz de matar quando estou com fome), fomos informados que o nosso quarto, com sala e cozinha, só estaria liberado no dia seguinte. E, para piorar, não tinha nenhum restaurante servindo comida no horário. O jeito foi encarar um hambúrguer (horrível) de trailler. Veja onde comer e não comer em San Andres. Por isso, reforço minha dica inicial: não chegue à noite em San Andres.
Para atender aos visitantes que vêm do mundo inteiro, Brumadinho acabou inaugurando uma série de hotéis e pousadas na cidade. Essas são as mais próximas do parque, apesar de não serem as mais charmosas da região.
Cosmococas – Inhotim
Em Brumadinho mesmo, recomendo o Estrada Real Palace Hotel (Rod. Municipal Augusto Diniz Murta, Km 0), que fica logo na entrada da cidade – isso torna os quartos bem barulhentos, mas a piscina é ótima! -; e o Ville de Montagne (R. Aníbal Coelho, 95, São Bento), que fica mais no centro da cidade – é novinho e bem bonitinho.
Agora, se a ideia é aproveitar a estadia para namorar ou curtir um lugarzinho charmoso, Casa Branca e Retiro do Chalé (cidades próximas) possuem as melhores opções – Estalagem do Mirante (Av. Nair Martins Drumond, 1000, Retiro do Chalé), minha melhor dica; e Pousada Vista da Serra (Av. Casa Branca, 348, Casa Branca).
Em Belo Horizonte, o ótimo é ficar em algum lugar um pouco mais central, como a Savassi. Os hotéis da rede Promenade e Mercure são uma boa escolha, além do Radisson Blu, meu preferido na cidade.
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Em frente à Recepção, está a loja botânica, com muitos arranjos e mudas de espécies cultivadas no parque, além de (maravilhosas) peças da Cerâmica Oti, produzidas por moradores de Brumadinho dentro do Inhotim. As peças são lindíssimas, mas algumas são um pouco caras (mas valem a pena).
Loja Botânica – Inhotim
Dentro da Recepção está a loja design, dedicada a artigos ultra mega descolados que levam o nome do Inhotim ou a assinatura de grandes nomes do designer. São bolsas, chapéus, móveis, objetos de decoração, joias, óculos escuros e milhões de outras coisas que são dignas de levar o nome do Inhotim na sacola.
Para trazer o parque para mais perto dos belorizontinos, o Instituto inaugurou uma loja em plena Savassi (R. Antônio de Albuquerque, 909). Lá, os dois conceitos de loja – botânica e design – se fundem em um espaço super moderno e bonito de se ver. Vale a pena conhecer, comprar um dos doces produzidos em parceria com produtores locais, e apreciar a iguaria sentada no parklet em frente tomando um sozinho – quer coisa mais contemporânea que isso?
Antes de começar, precisamos falar sobre o transporte interno oferecido pelo Inhotim. O serviço, em rotas, custa R$ 25 e te dá o direito de utilizar os carrinhos de golfe que ficam rodando em 8 linhas determinadas – funciona como um ônibus comum, você pega em um ponto e desce em outro.
Vale a pena? Depende. Depende do que você está disposto a conhecer, pois o transporte não atende à área central, por exemplo. Mas, se você quer ver a maior parte do parque, sugiro que contrate o serviço, pois o calor e as subidas podem ser ingratos com os visitantes.
Seguem os roteiros de 1 e 2 dias pelo Inhotim.
1 DIA
Da recepção, volte um tiquinho e vá em direção à Galeria Lygia Pape (G20) – minha preferida!
Lygia Pape, Ttéia 1C, 2002. Inhotim
Depois, volte e atravesse para a Galeria Praça (G3). Observe os painéis na entrada, que foram criados a partir do cotidiano dos moradores de Brumadinho. Os personagens que estão no ônibus são pessoas que realmente existem e cada um recebeu seu próprio busto do artista. Dentro da galeria, se perca por entre as caixas de som da obra Forty Part Motet – o legal aqui é caminhar de caixa em caixa para perceber as nuances das 40 vozes e, no final, se sentar no meio da roda para apreciar o canto como um todo. Feito isso, saia pela outra entrada da galeria, atravesse a ponte e entre na GaleriaCildo Meireles (G5), que é dividida em três salas – Glover Trotter, Desvio para o vermelho (líder em fotos. Siga a tinta até o final) e Através (só pode entrar de sapato fechado!).
Agora é hora de subir. Passe pela Galeria Fonte (se estiver com fome, compre um snack na lanchonete) e siga em direção aos fusquinhas da obra Troca-troca (A6). Pausa para fotos. Agora é hora de imergir no universo da GaleriaCosmococa (G15). A obra se propõe a reproduzir as sensações provocadas pelo uso da cocaína. Prepare-se para deitar em redes, pular em uma sala de colchões e mergulhar em uma piscina bem fria (tem toalhas disponíveis no vestiário).
Refrescado, pegue o transporte interno (Linha 2) ou siga a pé até a exuberante árvore construída pelo Giuseppe Penone – Elevazione (A21). A estrutura em cobre pesa muitas toneladas e é suspensa por cinco árvores de verdade. Essa é minha obra externa preferida!
Giuseppe Penone – Elevazione, 2000 – 2001. Inhotim
Pegue novamente o carrinho ou continue subindo (sorte do momento: ter comprado o transporte interno) até o Beam Drop Inhotim (A14). A execução dessa obra é simplesmente impressionante – um guindaste de 45 metros jogou em uma piscina de cimento 72 vigas de metal. A ação durou cerca de 12 horas e pode ser vista neste vídeo. É realmente incrível! Mas tome cuidado e não se aproxime em dias de chuva, pois as vigas acabam se portando como para-raios.
Desça e coloque em prática seu espírito de agricultor – plante em vasos em formas de letras criados pela artista Marilá Dardort (G17). Forme frases, faça declarações e poste o que você tem a dizer. Não se esqueça de usar a #souinhotim – quem sabe o perfil do parque não reposta sua foto? Aqui, você pode fazer uma pausa para comer alguma coisa na lachonete próxima ao Palm Pavilion (não aceita cartão). Caso esteja fechada, aproveite para fazer uma boquinha e coma uma barrinha de cereal ou fruta no banco embaixo das árvores – esse é o máximo de comida que você pode levar para o Inhotim.
Energias renovadas, pegue o transporte interno (Linha 3) ou caminhe até o Galpão (G11) e se prepare para entrar no universo impressionante de sons e cores criado por William Kentridge. Se você não quiser almoçar de verdade, uma opção é comer sanduíche na lanchonete ao lado do espaço. Na saída, entre no carrinho (Linha 5) ou vá a pé até a Galeria Adriana Varejão (G7), passando pelo caleidoscópio criado por Olafur Eliasson – Viewing Machine (A13). A galeria da artista brasileira foi um marco na história do Inhotim e deu início às construções grandiosas e que merecem um capítulo à parte. Há tanto para ser dito sobre as obras da Adriana Varejão que vale a pena perguntar aos monitores sobre a história por trás de cada uma.
Agora é hora de almoçar. Você pode escolher entre o Tamboril e o Oiticica se quiser comer comida de verdade. Mas se a intenção comer algo mais rápido e leve, a pizzaria próxima à Galeria Fonte é uma boa opção. Caso opte pelo Oiticica, faça uma parada na obra Narcissus Garden (A17) antes. Se escolher o Tamboril, deixe-a para o final, quando estiver indo para a recepção. Veja onde comer no Inhotim.
Yayoi Kusama – Narcissus garden Inhotim, 2009
Todos comidos, é hora de enfrentar o eixo rosa do parque. Logo na saída do Restaurante Oiticica, você vai ver uma das obras mais emblemáticas do artista que dá nome ao restaurante. As paredes coloridas do Magic Square (A12) não passam despercebidas e atiçam todos os sentidos.
Helio Oiticica – Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe, 1977. Inhotim
De lá, siga para a Galeria Miguel Rio Branco (G16) – Linha 6 do transporte interno. As fotos são incríveis e hipnotizantes! A partir daí, você vai se encontrar em uma escolha de pandora: virar à esquerda para ver o domo geodésico construído por Matthew Barney (G12) em meio à mata e ouvir o som da terra na galeria de Doug Aitken (G10); ou virar à direita e conhecer a beleza e realidade dos índios Yanomami, na Galeria Claudia Andujar (G23). Não sei se é por uma relação de apropriação que tenho, mas eu escolheria a última opção. A Galeria Claudia Andujar é incrível. A arquitetura é maravilhosa e as fotos produzidas pela artista são encantadoras e quase paralisantes.
Pronto, agora já deve ser quase 16h30 e é hora de ir embora. Não deixe de parar nas lojas para levar um pedaço do Inhotim para sua casa. Veja onde comprar no Inhotim.
RESUMO 1 DIA:
Galeria Lygia Pape (G20)
Galeria Praça (G3)
Galeria Cildo Meireles (G5) Troca-troca (A6)
Galeria Cosmococa (G15) Elevazione (A21) Beam Drop Inhotim (A14)
Marilá Dardot (G17)
Galpão (G11) Viewing Machine (A13)
Galeria Adriana Varejão (G7) Narcissus Garden Inhotim (A17)
ALMOÇO Invenção da cor, impenetrável Magic Square #5, De Luxe (A12)
Galeria Miguel Rio Branco (G16)
Galeria Claudia Andujar (G23)
ou
Matthew Barney (G12)
Doug Aitken (G10)
2 DIAS
1º dia
Como no primeiro dia você está empolgado e descansado, prepare-se para andar e ver coisas incríveis. Comece pela Galeria Adriana Varejão (G7). Com tanta coisa para ser vista e tanta história por trás das obras (pergunte aos monitores), você vai gastar um tempinho por ali. Logo na saída, você vai ver a obra de Dominique Gonzalez-Foerster (A19). Este deserto construído em meio a tanto verde nos causa certo estranhamento, principalmente pelos pontos de ônibus instalados no espaço – todos eles são cópias de pontos de verdade existentes entre BH e Brumadinho.
Pegue o transporte interno (Linha 5) – ou caminhe – e peça para parar próximo à entrada da galeria Valeska Soares (G14). Os espelhos externos fazem com que a construção desapareça. Lá dentro, é hora de você reaparecer. Milhões de vezes.
Pegue novamente o transporte ou suba até o Galpão (G11), passando pelo caleidoscópio que multiplica a maravilhosa vista – Viewing Machine (A13). No Galpão, conheça a videoinstalação I Am Not Me, the Horse Is Not Mine, 2008, do sul-africano William Kentridge. As oito projeções monumentais foram inspiradas no conto O Nariz, de Nikolai Gogol, que conta a história de um nariz de um oficial do exército que sai do seu rosto e acaba assumindo uma patente superior à dele.
Saindo do Galpão, vire à esquerda e siga até o Viveiro Inhotim, espaço dedicado à botânica que conta com três jardins temáticos – Jardim de Todos os Sentidos (J1), Jardim Desértico (J2) e Jardim de Transição (J3) – e cinco estufas – algumas, às vezes, são abertas para visitação. Em frente à entrada do Jardim de Transição, pegue o carrinho (Linha 4) para a Galeria Psicoativa Tunga (G21). É impossível não reagir a uma obra do pernambucano, morto em 2016 (leia aqui o meu relato sobre a primeira vez que visitei a Galeria). Volte até o Galpão e aproveite para almoçar na lanchonete da galeria – sanduíches e coisas mais leves, pois o dia será longo!
Pronto, agora é hora de virar à direita ao sair do Galpão – pegue a linha 3 do transporte interno. Entre na casinha onde estão as obras de Carrol Dunham (G22) inspiradas no Inhotim. São cinco quadros, um em cada cômodo. Depois, vista o avental e plante em vasos em formas de letras criados pela artista Marilá Dardot (G17).
Marilá Dardot – A Origem da Obra de Arte, 2002. Inhotim
Depois de tanto trabalho manual, é hora de relaxar na Piscina (A15) construída por Jorge Macchi. É para nadar mesmo – no vestiário tem toalhas disponíveis. Depois de seco, dê um pulo no Palm Pavilion (A18). Muita gente não entende bem essa obra, por isso, vou dar uma ajudinha. Em sua primeira montagem ao ar livre, o pavilhão é uma adaptação da famosa Maison Tropicale – tipo de moradia pré-fabricada na França para abrigar os burocratas e comerciantes que se mudavam para as colônias africanas -, construída pelo arquiteto francês Jean Prouvé. Dentro, objetos, produtos e projeções que têm as palmeiras como matéria prima ou tema central.
Depois de tantas atividades, você pode fazer uma pausa para um lanchinho na lachonete próxima ao Palm Pavilion (não aceita cartão). Caso esteja fechada, aproveite para comer uma barrinha de cereal ou fruta no banco embaixo das árvores – esse é o máximo de comida que você pode levar para o Inhotim.
Siga subindo até a galeria Carlos Garaicoa (G18), montada dentro do antigo estábulo da fazenda Inhotim. A obra nos esfrega na cara a efemeridade das construções, pessoas e da vida – aos nos vermos na TV, nos colocamos no mesmo lugar das velas que derretem. Ao sair da galeria você vai se deparar com uma impressionante instalação: Beam Drop Inhotim (A14). A execução dessa obra é simplesmente impressionante – um guindaste de 45 metros jogou em uma piscina de cimento 72 vigas de metal. A ação durou cerca de 12 horas e pode ser vista neste vídeo.
É hora de pegar o carrinho (Linha 2) e apreciar a obra de Giuseppe Penone – Elevazione (A21). A pesada árvore de bronze é suspensa por outras cinco árvores (de verdade). Siga descendo até a GaleriaCosmococa (G15). A obra se propõe a reproduzir as sensações provocadas pelo uso da cocaína. Prepare-se para deitar em redes, pular em uma sala de colchões e mergulhar em uma piscina bem fria (tem toalhas disponíveis no vestiário). Na saída, estão os famosos fuscas da obra Troca-troca (A6). Pausa para as fotos.
Desça mais um pouco e entre na mata à procura do labirinto criado por Cristina Iglesias (G19). De lá, volte para a recepção passando pelo Jardim Veredas (J5), inspirado na obra de Guimarães Rosa. Por hoje, é só. Hora de voltar para o hotel e descansar porque amanhã tem mais.
2º dia
Como ontem foi pesado, hoje o roteiro é mais leve, afinal, mais da metade do parque já foi vista no dia anterior. Contorne a recepção e, no lago, siga pela direita. Em cima do Café do Teatro, está instalada a obra Narcissus Garden (A17), onde centenas de bolas espelham você infinitas vezes. Rende excelente fotos.
Yayoi Kussama – Narcissus garden, 2009. Inhotim
Desça as escadas, atravesse a ponte e se perca nas cores do Magic Square (A12). Depois, entre na Galeria Lago (G6), um dos espaços com acervo temporário. Continue reto, passe pela Galeria Marcenaria (G9) e caminhe até as estátuas de Edgard de Souza (A16). De lá, vá até a Galeria Dóris Salcedo (G8). Apesar de estar fechada para manutenção, é lá que você vai poder pegar o carrinho (Linha 6) que vai te levar até à Galeria Miguel Rio Branco (G16). Repare bem no prédio e como sua estrutura lembra a proa de um navio. Dentro, fotos e projeções incríveis desse artista que realmente me encanta.
De lá, você pode caminhar por dentro da mata (tem um caminho saindo próximo à lanchonete) ou pegar o transporte (Linha 8) até a Galeria Claudia Andujar (G23). Essa galeria é simplesmente impressionante, seja pela arquitetura, que lembra as construções da tribo Yanomami, ou pelas fotografias, tão humanas e incríveis, feitas pela artista.
Galeria Claudia Andujar – Inhotim
Volte até à Galeria Miguel Rio Branco e pegue o carrinho (Linha 7) que vai te levar até à obra de Matthew Barney (G12), De lama lâmina. Você sabia que para construir o o domo geodésico, o artista permitiu a retirada de apenas sete árvores? A obra se relaciona com o vídeo de mesmo nome feito por Matthew durante o carnaval de Salvador – o filme é exibido todos os dias, às 15h, na Galeria Marcenaria (G9) (proibido para menores de 18 anos).
Matthew Barney – De lama lâmina, 2009. Inhotim
Volte à via e suba mais um pouco até a instalação de Doug Aitken (G10), que ficou conhecida como “som da Terra” após ser tema de matéria no Fantástico. O barulho pode soar frustrante para alguma pessoas (como eu). Volte tudo e, quando chegar na Dóris Salcedo, vire à direita. À beira do lago, você vai ver a Galeria True Rouge (G2), que abriga uma obra do Tunga – o mesmo da Galeria Psicoativa. Porém, antes de ir até lá, dê uma parada na Galeria Mata (G1), a primeira do Instituto, que é casa da incrível obra de Marcius Galan – Seção Diagonal.
Marcius Galan – Seção diagonal, 2008. Inhotim
Pronto, agora é hora de almoçar. Você tem duas opções, esbanjar um pouco mais e ir ao Restaurante Tamboril – buffet livre – que é mais caro, mas muito mais gostoso que a outra opção, o Restaurante Oiticica – self-service. Acho a comida do segundo bem ruinzinha e com pouca variedade, mas a decisão vai depender do seu bolso e da sua fome. Veja onde comer no Inhotim.
De barriguinha cheia, é hora de completar o percurso. Volte para o eixo amarelo e siga até a Galeria Fonte (G4). De la, desça até a Galeria Cildo Meireles (G5), que é dividida em três salas – Glover Trotter, Desvio para o vermelho (líder em fotos. Siga a tinta até o final) e Através (só pode entrar de sapato fechado!). Faça um pequeno desvio do trajeto normal para entrar na casinha mais charmosa e antiga do Inhotim, que abriga a obra Continente/Nuvem, de Rivane Neuenschwander (G13) – um beijo para quem souber pronunciar corretamente o sobrenome da artista.
Galeria Rivane Neuenschwander. Inhotim
Volte, atravesse a ponte e entre na Galeria Praça (G3). Dentro da galeria, se perca por entre as caixas de som da obra Forty Part Motet – o legal aqui é caminhar de caixa em caixa para perceber as nuances das 40 vozes e, no final, se sentar no meio da roda para apreciar o canto como um todo. Observe os painéis na saída que foram criados a partir do cotidiano dos moradores de Brumadinho. Os personagens que estão no ônibus são pessoas que realmente existem e cada um recebeu seu próprio busto do artista. Saia, cruze a via e siga até a Galeria Lygia Pape (G20), última do dia e a preferida de quem vos fala. Prepare-se para ser surpreendido, é apenas o que posso dizer.
Pronto, roteiro finalizado, agora é hora de explorar o comércio local.
O Restaurante Tamboril fica aberto todos os dias da semana e funciona em esquema de buffet livre – pague e coma o quanto quiser. A comida é gostosa, mas o preço é um pouco salgado, principalmente para quem tem mais gente para bancar. Aceita cartão.
O Restaurante Oiticica é a opção de almoço de verdade mais em conta – esquema self-service -, porém, só abre às quartas (dia de entrada gratuita) e aos sábados e domingos. A comida não é lá muito maravilhosa, mas a opção atende bem aos bolsos. Aceita cartão.
Restaurante Oiticica – Inhotim
Para quem quer fazer um lanche mais reforçado, o Café do Teatro é uma boa escolha. Oferece tortinhas salgadas, sanduíches frios, além de bolos e doces muito gostosos. Aceita cartão.
Outra opção para a hora do almoço é a lanchonete da Galeria Fonte, que serve pedaços de pizza e snack. Aceita cartão e fica aberta todos os dias da semana.
As outras lanchonetes – True Rouge, Palm Pavilion, Miguel Rio Branco, Rivane e Galpão abrem em dias específicos da semana e não aceitam cartão de crédito. Confira aqui o horário de funcionamento.
Os caminhos do Inhotim foram feitos para você se perder e se encantar a cada curva. Porém, com o crescimento do espaço, deixar a fruição solta, sem nenhuma orientação, tornou-se perigoso. Por isso, no novo mapa do Inhotim, baseado em mapas de linhas de metrô, os caminhos do parque foram divididos em três eixos – rosa, laranja e amarelo – que (deveria) também são indicados nas placas, que seguem esse padrão de cor. Todas as placas de identificação de galerias e fichas de obras externas possuem elementos na cor do eixo no qual estão inseridas.
Caminhos – Inhotim
As galeria são identificadas com a letra G e a numeração segue a ordem cronológica de inauguração – ou seja, a Galeria G1 foi a primeira a ser inaugurada, a G2 a segunda e por aí vai. Já as obras externas são identificadas com a letra A, de arte, e os destaques botânicos com a letra B, de botânica. As placas de orientação, apesar de desatualizadas, ainda são uma mão na roda quando não se sabe qual caminho seguir.
Placa de identificação de Galeria – Inhotim
O novo projeto de sinalização do parque vai melhorar muito a orientação do visitante (da Galeria Marcenaria até a Galeria Claudia Andujar ele já foi executado). Enquanto isso não acontece, siga o mapa, preste atenção nas placas e pergunte aos monitores das Galerias e Obras externas o melhor caminho.
Está querendo dar personalidade às suas viagens? Vem cá, vamos conversar!
Existem dois caminhos para quem sai da capital: seguir pela BR 381 (BH-SP), passando por Contagem, Betim e Mário Campos. A outra opção é ir pela Serra da Moeda (BR 040), passando por Piedade do Paraopeba e Aranhas. Esse caminho te brinda com vistas maravilhosas e curvas perigosas, mas, mesmo assim, durante quase três anos, eu optei por esse itinerário para ir a Brumadinho.
Rotas para Inhotim
Para quem não tem ou não quer ir de carro, existem outras duas opções – de terça a domingo sai um ônibus da Saritur, da Rodoviária de Belo Horizonte, que vai direto para o Inhotim. O ponto de embarque e desembarque, no parque, é no final do estacionamento.
Horários: Ida – 8h15 Volta – 16h30 (dias de semana) e 17h30 (finais de semana)
Custo: R$ 47,35 ida e volta
Outra (boa) opção é ir de van, saindo da loja do Inhotim, na Savassi. Porém, esse serviço só é ofertado aos sábados, domingos e feriados (nas férias, costuma operar também nos dias de semana). Para contratá-lo, é necessário confirmar com 24 horas de antecedência pelos números (31) 3571-9795 e (31) 99737-6366, ou na loja da Savassi (R. Antônio de Albuquerque, 909).
Horários: Ida – 8h15 Volta – 17h30 (só opera aos finais de semana e feriados)
Custo: R$ 60 ida e volta
Quer ir além do arroz com feijão nas suas viagens? Converse com a gente e descubra as mil possibilidades que o mundo te oferece (e que cabem no seu bolso).
Durante a semana pode ser difícil andar de bicicleta pela cidade – muitos pedestres, vendedores de frutas e charretes(!). Por isso, deixe o passeio para o domingo, quando a rua é praticamente só sua. O melhor é esperar o sol baixar e fazer o passeio entre as 16h e 18h.
Pôr do sol em Cartagena – Colômbia
Roteiro
Comece pela Cidade Amuralhada – Plaza de Santo Domingo – e siga pela Plaza de San Pedro, Plaza de la Aduana e Portal de los Dulces. Vire à direita na Puerta del Reloj e siga o até o Parque de Fernández Madrid – pausa para uma frutinha gelada. Depois, vá direto para a Plaza San Diego onde você pode repor as energias com uma arepa de ovo.
Siga em busca das muralhas deixe o centro pela saída ao lado do supermercado Éxito San Diego. Com o mar à direita, toca para Bocagrande. Aproveite para comer alguma coisa bem gostosa por lá, de frente para a praia.
O passeio termina em Castillogrande onde há uma área exclusiva para pedestres, de frente para a baía e com uma bela visto do pôr do sol.
Onde alugar bicicletas
Roda Bici Tour
Getsemaní, Callejón Ancho No. 10b-16
(57) 317 464 8320 / (57) 316 487 3633
Cartagena de Indias Bike Rental & Touring
Centro, San Diego, calle San Pedro Mártir No. 1086
2º piso
(57) 660 5156 / (57) 660 4918 / (57) 314 556 4335
Velo Tours
Centro, calle Don Sancho. Edificio Agua Marina
(57) 5 664 9714
Edward, Electric Bike Rental
Calle primera de Badillo frente à Biblioteca Rafael Nuñez
(57) 301 294 13 18
OBS: os preços variam de COP 4.000 a COP 7.000 por hora. 24 horas sai por COP 80.000 e uma semana por COP 200.000.
Precisa de ajudar para planejar sua viagem? Chega aqui e descubra as experiências incríveis que podemos construir juntos.